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    Fabriciano: 84 famílias foram desalojadas e outras duas estão desabrigadas devido às fortes chuvas

    Os bairros mais afetados foram Frederico Ozanan, Judith Bhering, Manoel Maia, Caladão e arredores, com registros de alagamentos e escoamento de lama

    Por Plox

    01/12/2022 09h32 - Atualizado há mais de 1 ano

    As intensas chuvas tem causado estragos por todo o território brasileiro. Estima-se que ao menos 8,6 mil pessoas precisaram deixar suas casas. O número considera os balanços divulgados em cinco estados. Minas Gerais tem registrado uma das situações mais críticas. Entre desalojados e desabrigados, o estado registra 4.181 pessoas fora de suas casas e 39 municípios em situação de emergência. Duas mortes foram registradas, nas cidades de Bom Jesus do Galho e Piraúba.

    Em Coronel Fabriciano, cidade do Vale do Aço, 84 famílias foram desalojadas e outras duas estão desabrigadas (tiveram de deixar suas casas provisoriamente). A secretária de Governança e Assistência Social, Letícia Godinho, afirmou que está sendo feito um trabalho para identificar as famílias atingidas pelas chuvas.

    “No primeiro momento, é o atendimento às demandas emergenciais. Uma proteção emergencial que as pessoas precisam e cadastros das famílias para identificar quem foi atingido, quem foi desabrigado, quem foi desalojado”, disse Godinho.

    A Prefeitura do município mineiro informou que mantém equipes nas ruas para atender as famílias, limpar ruas e realizar vistorias nas áreas afetadas pelas fortes chuvas. Os bairros mais afetados foram Frederico Ozanan, Judith Bhering, Manoel Maia, Caladão e arredores, com registros de alagamentos e escoamento de lama.

    Conforme a Defesa Civil, entre a noite de terça (29) e madrugada de quarta (30), a cabeceira do Ribeirão Caladão foi atingida por uma “tromba d' água", ocasionando o seu transbordamento e alagamento em vários trechos ao longo do seu curso. Em poucas horas, choveu 42,2 milímetros. No município, a precipitação acumulada nos últimos cincos dias já ultrapassa 270 milímetros.

    “A Defesa Civil já monitora o Ribeirão Caladão e o Rio Piracicaba e tem feito um trabalho de monitoramento e prevenção junto às comunidades ribeirinhas”, informou Luiz Guilherme Amaral, gerente da Defesa Civil. Luiz também falou que a previsão de chuva é até o dia 7 de dezembro.

    “Mas nós vamos confirmar, porque neste ano o período chuvoso está muito diferente, porque demorou a começar o período chuvoso. Então a gente está fazendo a previsão, mas tem coisa que muda, por exemplo, a tromba d’água não estava previsto, mas a gente manda todo dia a previsão e quando precisa emite alerta”, concluiu.

    As equipes das Secretaria de Governança de Obras e Serviços já realizaram a limpeza e desobstrução de vários pontos. Já a Defesa Civil mantém os monitoramentos e vistorias e a Assistência Social trabalha na assistência das famílias afetadas. Ontem (quarta-feira), a E.M. Argeu Brandão funcionou como ponto de apoio, com o fornecimento de refeição e água potável para a comunidade atingida.  

    O nível do Ribeirão Caladão e vazão das águas encontram-se elevados neste momento, mas a tendência é de redução. O município conta com Plano de Contingência da Prefeitura, cujo objetivo é integrar as ações e serviços públicos em resposta aos danos causados pelas chuvas. Ao longo de todo o ano, a Prefeitura realizou ações preventivas, incluindo a limpeza do Ribeirão Caladão ao longo de todo o seu curso – o que foi fundamental para evitar maiores prejuízos.

    Chuvas pelo país

    De acordo com os dados atualizados hoje (30) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de mais chuvas até segunda-feira (5) e há alertas para a maior parte do país.

    No litoral dos três estados da Região Sul - Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul - há áreas classificadas com alerta vermelho, quando há risco de incidentes graves como deslizamento de encostas e grandes alagamentos. A chuva prevista para estes locais pode superar a marca de 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia.

    Os dados do Inmet apontam ainda que 23 unidades da federação - Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins - possuem áreas de alerta laranja, quando há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
     

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