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Política
Ibaneis desiste de implantar cobrança em estacionamentos públicos de Brasília
Governador do DF afirma que projeto da Zona Verde foi abandonado e condiciona eventual retomada a conclusão de obras viárias, BRTs e ampliação do metrô
01/12/2025 às 21:43por Redação Plox
01/12/2025 às 21:43
— por Redação Plox
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou nesta segunda-feira (1º) que não vai mais implantar a cobrança de estacionamento em áreas públicas de Brasília, iniciativa que vinha sendo chamada de Zona Verde.
Imagem: reprodução
Foto: Carros estacionados no centro de Brasília
Em mensagem enviada ao g1, Ibaneis disse que a decisão de abandonar o projeto foi tomada “há um bom tempo”. Segundo o governador, o assunto voltou ao debate público por causa da atuação da deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania), sua opositora política.
A parlamentar convocou uma audiência pública para discutir a Zona Verde nesta terça-feira (2). O g1 tentou contato com a deputada e aguarda resposta.
Apesar de afirmar que a desistência é antiga, até esta segunda-feira Ibaneis ainda não havia divulgado nenhuma posição pública confirmando o fim da proposta de cobrança nos estacionamentos rotativos.
Estacionamentos privados já funcionam no centro de Brasília
Atualmente, o Governo do Distrito Federal já concede à iniciativa privada a exploração de estacionamentos pagos na área central de Brasília. Há cobrança, por exemplo, nas vagas próximas à Rodoviária do Plano Piloto, administradas pela concessionária Catedral.
Questionado sobre o abandono do projeto Zona Verde, Ibaneis argumentou que o DF ainda precisa concluir obras consideradas essenciais para garantir melhor qualidade no deslocamento da população.
“Melhoramos muito o transporte público, mas as obras viárias precisam estar concluídas para garantir qualidade aos usuários. Ainda temos que concluir os BRTs e fazer a ampliação do metrô”, declarou.
Ibaneis Rocha
Na avaliação do governador, os moradores do DF ainda não contam com alternativas viáveis para trocar o carro pelo transporte coletivo no dia a dia.
Prioridade ao transporte coletivo
Ibaneis defendeu que a prioridade do poder público deve ser o estímulo ao uso do transporte público, e não a ampliação de facilidades para o transporte individual motorizado.
Ele afirmou que considera mais adequado que políticas urbanas favoreçam ônibus, metrô e sistemas de alta capacidade, em vez de incentivar o uso de automóveis particulares.
O governador também comparou Brasília a grandes metrópoles internacionais, dizendo que diversas cidades mundo afora adotam restrições severas ao trânsito de veículos em determinadas áreas.
Como seria o projeto Zona Verde
O projeto Zona Verde previa a criação de um sistema de estacionamento rotativo pago em áreas do Plano Piloto, como Asa Sul, Asa Norte, Sudoeste, Noroeste, Esplanada dos Ministérios e Eixo Monumental, por meio de concessão do serviço por 20 anos.
De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), o investimento previsto era de R$ 71 milhões. A outorga inicial, de R$ 69,6 milhões, corresponde ao valor que a empresa vencedora pagaria ao governo no início do contrato para ter o direito de explorar o serviço.
Além disso, estava previsto um repasse anual de cerca de R$ 15 milhões — equivalente a 20% da receita bruta — que deveria ser transferido mensalmente ao governo pela concessionária responsável.
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