STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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As mulheres poderão, pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, se alistar para atuar como oficiais combatentes, podendo alcançar patentes elevadas, como a de general, e até mesmo o comando do Exército. O alistamento militar feminino voluntário foi oficialmente aberto, e mulheres nascidas em 2007, que completam 18 anos em 2025, poderão se inscrever até o dia 30 de junho.

Processo seletivo e incorporação
As candidatas passarão por entrevistas, testes físicos e exames de saúde, com a possibilidade de escolherem a força militar de sua preferência – Exército, Marinha ou Aeronáutica – conforme a disponibilidade na cidade em que residem. A incorporação está programada para os períodos de 2 a 6 de março ou de 3 a 7 de agosto de 2026, com um serviço inicial de 12 meses que pode ser prorrogado por até oito anos.
Na Aeronáutica, as mulheres serão incorporadas como soldados de segunda classe; no Exército, como soldados; e na Marinha, como marinheiras-recrutas.
Cidades participantes
O alistamento está disponível para residentes de 28 municípios distribuídos em 14 estados, conforme o Plano Geral de Convocação do Ministério da Defesa. Algumas das cidades incluídas são Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA).
Expansão das vagas para mulheres
Atualmente, são oferecidas 1.465 vagas, sendo 1.010 para o Exército, 300 para a Aeronáutica e 155 para a Marinha. A expectativa é de que esse número cresça progressivamente, até atingir 20% das vagas totais do serviço militar.
Prevenção contra golpes
As Forças Armadas alertam sobre a ocorrência de golpes envolvendo o alistamento. Golpistas têm utilizado sites fraudulentos para prometer facilidades na emissão de certificados militares. O aviso oficial orienta que os pagamentos referentes ao alistamento devem ser feitos exclusivamente pelo site oficial.
Histórico e presença feminina nas Forças Armadas
Embora o alistamento feminino seja inédito, mulheres já atuam nas Forças Armadas brasileiras desde a década de 1980, em carreiras conquistadas por meio de concursos públicos ou como militares temporárias. Atualmente, 37 mil mulheres – 10% do efetivo total – estão lotadas principalmente nas áreas de saúde, ensino e logística.
A nota do Ministério da Defesa destaca que o acesso à área combatente, antes restrito, já era possível por meio de concursos para instituições específicas, como o Colégio Naval (Marinha), a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR).
Comparativo com o alistamento masculino
Enquanto cerca de 1,5 milhão de jovens do sexo masculino se apresentam anualmente para o alistamento militar obrigatório, menos de 10% são incorporados.