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Polícia Civil investiga desaparecimento de quatro jovens mineiros na Grande Florianópolis

Grupo de Guaxupé e Guaranésia, que havia se mudado para São José a trabalho, não dá notícias às famílias há cerca de cinco dias; parentes contestam ligação com facções e organizam vaquinha para acompanhar buscas em SC

02/01/2026 às 13:23 por Redação Plox

A Polícia Civil de Santa Catarina apura o desaparecimento de quatro amigos mineiros que não dão notícias às famílias há cerca de cinco dias.

Guilherme, Bruno, Daniel e Pedro estão desaparecidos desde o dia 28

Guilherme, Bruno, Daniel e Pedro estão desaparecidos desde o dia 28

Foto: Foto: ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO


Os jovens, naturais de Guaxupé e Guaranésia, no Sul de Minas, estavam morando há pouco tempo em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis. Eles foram vistos pela última vez em 28 de dezembro.

Desapareceram Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos; Guilherme Macedo de Almeida, de 20; Daniel Luiz da Silveira, de 28; e Bruno Máximo da Silva, também de 28. Todos viviam juntos na cidade catarinense.

Planos de trabalho interrompidos

Em conversa com a reportagem nesta sexta-feira (2/1), a administradora Laís Macedo de Almeida, de 24 anos, irmã de Guilherme, contou que Pedro e Bruno se mudaram para São José em outubro para trabalhar como garçons.

Guilherme, por sua vez, havia chegado à cidade há menos de um mês. A família relata que ele começaria em uma empresa de solda em 5 de janeiro e viajou de ônibus para Santa Catarina.

Segundo Laís, a família conhece Pedro desde a infância, quando a família dele morava na mesma rua que os pais dela. Ela descreve o irmão como um jovem de coração bom, honesto e trabalhador, que atuava em uma empresa de solda e, nas horas vagas, fazia entregas de moto.

O último contato de Guilherme com a família ocorreu na manhã de 27 de dezembro, em uma chamada de vídeo com a mãe. Ele contou que estava na praia com Daniel. Depois disso, as mensagens enviadas pela família não foram mais entregues.

Câmeras registram saída de casa na madrugada

No dia em que desapareceram, uma câmera de segurança instalada próximo à casa dos rapazes registrou o momento em que eles deixam o imóvel, na madrugada de domingo (28/12). As imagens mostram o grupo saindo por volta de 3h06. Laís relata que o irmão aparece nas imagens segurando um chapéu.

Cerca de uma hora depois, Guilherme e Bruno retornam. Nas gravações, Bruno parece estar agitado, gesticulando bastante enquanto fala ao telefone. Pouco tempo depois, um novo registro mostra uma pessoa saindo da casa e entrando no banco traseiro de um carro parado na rua, que aguardava em frente ao imóvel.

De acordo com a família, essa pessoa parece ser Pedro, que teria entrado em um veículo de aplicativo.

Famílias contestam ligação com facções

Veículos de comunicação locais noticiaram que, segundo a Polícia Militar de Santa Catarina, os jovens mineiros poderiam ter sido mortos por integrantes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção que atua no estado.

Conforme publicado por jornais da região, essa suspeita teria surgido após fotos em que os rapazes aparecem fazendo um símbolo de “três” com a mão, gesto que seria associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os familiares, porém, não acreditam que os desaparecimentos tenham relação com facções criminosas.

Laís afirma que o irmão não tinha envolvimento com o crime e relata o sofrimento da família diante das informações que circulam e da falta de respostas oficiais.

Vaquinha para buscas em Florianópolis

Para acompanhar as investigações de perto, parentes organizam uma vaquinha com o objetivo de enviar alguém a Florianópolis para auxiliar nas buscas pelos jovens mineiros.

A intenção é custear despesas como alimentação, combustível e outros gastos na capital catarinense enquanto prosseguem as buscas, com o compromisso de trazer os quatro de volta para casa, independentemente da situação em que forem encontrados.

Informações que possam ajudar a localizar os desaparecidos podem ser repassadas à Polícia Civil de Santa Catarina, pelo SOS Desaparecidos, nos telefones (48) 3665-5595, (48) 99132-3685 e (48) 98844-0011.

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