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Após celebrar a primeira missa de 2026, o papa Leão XIV fez um apelo veemente pela paz no mundo, com atenção especial às “nações ensanguentadas por conflitos e miséria”, durante a oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano.
Quarenta mil fiéis acompanharam a oração do Angelus na Praça São Pedro.
Foto: Vaticano.
Diante de cerca de 40 mil fiéis reunidos na praça, o pontífice ressaltou que a passagem do tempo só ganha sentido se estiver ligada à busca por concórdia entre os povos e à disposição de promover o bem comum.
Ao refletir sobre o início de um novo ano, Leão XIV apontou que a repetição dos meses deve ser ocasião para renovar o compromisso com a paz e a amizade entre todos os povos, e não apenas um movimento mecânico de virar as páginas do calendário.
Ele exortou os fiéis a rezarem não apenas pela paz entre países em guerra ou mergulhados em crises humanitárias, mas também pela harmonia dentro dos lares e das famílias marcadas por violência e sofrimento, sublinhando a dimensão pessoal e cotidiana da construção da paz.
Ao fim da oração do Angelus, o papa recordou que, desde 1º de janeiro de 1968, a data é celebrada como Dia Mundial da Paz. Ele retomou parte da mensagem proferida ao ser eleito pontífice, quando desejou paz a todos, e incentivou os cristãos a começarem o ano rejeitando toda forma de violência e apoiando iniciativas voltadas à promoção da paz em diversas partes do mundo.
Leão XIV também convidou os fiéis a “desarmar os corações” no início de 2026, enfatizando a necessidade de atitudes concretas de reconciliação e de valorização de ações que busquem a justiça e a dignidade humana em escala global.
Em sua conclusão, o papa fez memória ao oitavo centenário da morte de São Francisco e, inspirado na figura do santo associado à pobreza, humildade e paz, concedeu sua bênção ao mundo, reforçando a mensagem de esperança e reconciliação que marcou sua primeira celebração do ano.