Política

Lula prepara ampla reforma ministerial com saída de até 22 ministros por eleições municipais

Palácio do Planalto planeja substituições em série a partir de abril, priorizando secretários-executivos para manter a continuidade administrativa e o equilíbrio político na Esplanada

02/01/2026 às 12:39 por Redação Plox

Quase metade dos ministros que compõem o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve deixar seus cargos nos próximos meses, em movimento articulado pelo Palácio do Planalto. A expectativa é de que a dança das cadeiras comece a partir de abril, com foco na disputa eleitoral deste ano.

Lula vai liberar ministros para eleições

Lula vai liberar ministros para eleições

Foto: PR/Ricardo Stuckert


Secretários-executivos são cotados para assumir ministérios

Segundo informações do jornal O Globo, o plano do Executivo é colocar à frente das pastas os atuais secretários-executivos que já atuam nos ministérios, garantindo continuidade administrativa. Em dezembro, durante um encontro com jornalistas, Lula afirmou ter conhecimento de que pelo menos 18 ministros devem sair do governo.

De acordo com o veículo, porém, o número de colaboradores que podem deixar os cargos pode chegar a 22. A maior parte das mudanças está ligada à intenção de ministros de disputar as eleições municipais.

Haddad e Lewandowski avaliados caso a caso

Entre os nomes em análise estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Não há, por ora, planos para que ambos entrem diretamente na disputa eleitoral, mas Lula deve conversar com os dois antes de qualquer decisão final.

Lewandowski, que substituiu Flávio Dino na chefia da Justiça, avalia que já cumpriu sua missão no governo e manifestou desejo de ficar mais próximo da família. Lula, por sua vez, já demonstrou interesse em ver o ex-ministro do STF em uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado.

Haddad mira sucessão na Fazenda

Haddad pretende atuar na campanha de reeleição de Lula e trabalha para que Dario Durigan, seu secretário-executivo, seja o escolhido para sucedê-lo na Fazenda. A ideia é preservar a linha econômica atual, trocando o comando sem ruptura na equipe.

Lista de ministros que podem sair

Além de Haddad e Lewandowski, outros nomes citados como potenciais desligamentos são: Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação Social), Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento), Jader Filho (Cidades), Waldez Goés (Integração Nacional), Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Wolney Queiroz (Previdência), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), André Fufuca (Esporte), André de Paula (Pesca), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Anielle Franco (Igualdade Racial).

Com a possibilidade de que até 22 ministros deixem seus postos, o governo se prepara para uma ampla reconfiguração da Esplanada, em meio às articulações políticas para o pleito deste ano e à necessidade de manter a base aliada coesa no Congresso.

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