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O primeiro dia útil do ano começou com a passagem de ônibus mais cara em Belo Horizonte e com a população reclamando da qualidade do serviço prestado pelas empresas de transporte coletivo.
Imagem ilustrativa
Foto: Pixabay
Usuários que dependem diariamente dos coletivos relatam que o aumento pesa no bolso e não é acompanhado por melhorias na frota, nos horários ou no conforto oferecido aos passageiros.
Muitos apontam que os veículos demoram, circulam sem ar-condicionado adequado e não seguem horários regulares, o que torna a rotina especialmente difícil em dias de calor e em deslocamentos longos para o trabalho.
Desde quinta-feira (1º), feriado em que a passagem foi gratuita, a tarifa dos ônibus em Belo Horizonte passou a custar R$ 6,25, conforme portaria publicada no Diário Oficial do Município. O reajuste definido foi de 8,6%.
Com o novo valor, a passagem na capital mineira passou a ser a segunda mais cara do Brasil, o que amplia a insatisfação dos passageiros diante de um transporte que eles classificam como deficiente.
Os serviços de táxi lotação também sofreram aumento. Na Avenida Afonso Pena, o preço passou a ser de R$ 6,90, enquanto na Avenida do Contorno o novo valor é de R$ 6,60.
Em nota, a Superintendência de Mobilidade de Belo Horizonte (SUMOB) informou que, neste ano, a quilometragem total das viagens deve subir de 153 milhões para 157 milhões de quilômetros, o que representa um acréscimo de 3% na oferta. As reclamações sobre o sistema de ônibus devem ser registradas no portal da prefeitura.
A Prefeitura de Belo Horizonte afirma que o aumento já estava previsto e está vinculado à estimativa de custeio do sistema de transporte coletivo para o ano seguinte, com base em metodologia da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP). A administração municipal destaca que o cálculo considera custos como combustível, lubrificantes, pneus, peças, acessórios, pessoal, licenciamento, depreciação, remuneração da frota e tributos.
Segundo a prefeitura, o reajuste é necessário para garantir a continuidade dos investimentos e a manutenção e ampliação das melhorias no transporte público. A gestão também ressalta que, em 2026, foi mantido o mesmo acréscimo de R$ 0,50 aplicado no ano anterior.
A administração municipal informa ainda que o complemento da tarifa continuará sendo custeado pela própria prefeitura, como previsto em lei. Sem esse subsídio, o valor da passagem chegaria a R$ 10,30, de acordo com o texto oficial.
Desde 2023, o modelo de remuneração do sistema de ônibus em Belo Horizonte é baseado no pagamento por quilômetro rodado, condicionado ao cumprimento de exigências como o respeito ao quadro de horários, à quantidade de viagens e aos padrões de qualidade da frota.
A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o reajuste anual da tarifa do transporte coletivo está previsto na Lei 11.458/2023 e está vinculado à estimativa de custeio do sistema para o exercício seguinte. O cálculo é realizado com base na metodologia da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP). Prefeitura de Belo Horizonte