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    Crise na educação: alerta para escassez de professores no Brasil

    Estudo revela déficit de docentes em disciplinas essenciais, enquanto profissionais buscam alternativas fora das salas de aula tradicionais

    Por Plox

    02/02/2024 08h39 - Atualizado há 28 dias

    A educação brasileira enfrenta um desafio crítico: a iminente falta de professores nas escolas de ensino fundamental e médio. Um estudo recente aponta para um preocupante desequilíbrio entre o número de formandos dispostos a entrar na profissão e a demanda existente, sinalizando um possível "apagão" docente no país.

    Foto: Plox

    A decisão de Aretha Soyombo

    Aretha Soyombo, ex-professora e graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), exemplifica a crise. Após experiências frustrantes com aulas virtuais durante a pandemia e a desvalorização da matéria que lecionava, ela optou por deixar o ensino regular para se dedicar a aulas particulares de inglês. A decisão de Aretha reflete um movimento maior de profissionais que buscam condições de trabalho mais favoráveis fora do ambiente escolar tradicional.

    O panorama da falta de professores

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou dados alarmantes sobre a carência de docentes em Minas Gerais, com déficits significativos em disciplinas como língua portuguesa, língua estrangeira, educação artística, matemática e ciências. O estudo, realizado entre 2019 e 2021, destaca que todas as 12 áreas analisadas apresentam índices abaixo do necessário para atender à demanda educacional.

    Desvalorização profissional e consequências

    Especialistas apontam a desvalorização da carreira docente como principal motivo para a escassez de professores. Tiago Jorge, coordenador do colegiado especial dos cursos de licenciatura da UFMG, enfatiza a necessidade de políticas públicas que valorizem a profissão, incluindo melhores salários, planos de carreira atraentes e oportunidades de formação continuada.

    Medidas dos órgãos responsáveis

    Tanto o Estado quanto a Prefeitura de Belo Horizonte reconhecem os desafios para atrair mais profissionais para a educação. Iniciativas como o ajuste de salários para atender ao piso nacional, a retomada de planos de carreira e o aumento do salário inicial acima do piso são algumas das medidas adotadas para tentar reverter essa tendência.

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