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Os economistas do mercado financeiro reduziram de 4% para 3,99% a estimativa de inflação para 2026. É a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o boletim Focus traz uma projeção do IPCA abaixo de 4% para esse ano.
Dinheiro em espécie
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A nova previsão consta no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa feita na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Se confirmada, a projeção indica que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano, quando somou 4,26%.
As expectativas para os anos seguintes permaneceram estáveis:
➡️ Para 2027, a estimativa segue em 3,80%;
➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%;
➡️ Para 2029, a projeção continuou em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo oficial é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população, especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso acontece porque os preços sobem, enquanto as remunerações nem sempre acompanham o mesmo ritmo.
Mesmo após a manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano na semana passada — o maior patamar em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue projetando recuo da Selic ao longo de 2026.
Para o fim de 2026, a estimativa segue em 12,25% ao ano, o que implica uma queda de 2,25 pontos percentuais em relação ao nível atual.
Para o fechamento de 2027, a projeção permanece em 10,50% ao ano.
Já para o fim de 2028, a estimativa dos analistas subiu de 9,88% para 10% ao ano.
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, o mercado manteve a projeção de alta de 1,80%, abaixo dos cerca de 2,25% esperados para 2025.
O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE.
➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é usado como principal indicador do desempenho da economia.
Para 2027, a projeção de crescimento do PIB também foi mantida em 1,80%.
O mercado financeiro projeta relativa estabilidade na taxa de câmbio em 2026, mesmo em um ano de eleições, período em que o dólar costuma sofrer maior pressão.
Depois de recuar mais de 11% no ano passado — movimento influenciado também pelos juros elevados no Brasil — e encerrar 2025 cotado a R$ 5,4887, a expectativa dos economistas é que o dólar termine 2026 em R$ 5,50.
Para o fim de 2027, a estimativa do mercado para a moeda norte-americana também permanece em R$ 5,50.
▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória refletiu apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.