Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e reajuste já impacta benefícios do INSS
Aumento de 6,79% (R$ 103) foi definido pelo Decreto 12.797/2025, com base no INPC e no crescimento do PIB, limitado pelo arcabouço fiscal
O anúncio de apoio de Jair Bolsonaro à pré-candidatura do filho, Flávio Bolsonaro, à Presidência em 2026 redesenhou o tabuleiro político e gerou reação imediata em um dos principais nomes da direita, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Caiado reage ao apoio de Bolsonaro ao filho: 'minha candidatura não nasce de indicação'
Foto: SECOM-GO
Em conversa exclusiva com o BacciNotícias, Caiado adotou tom de serenidade ao comentar a decisão de Bolsonaro e reforçou que segue firme em sua própria pré-candidatura.
O governador afirmou respeitar o posicionamento do ex-presidente, tanto como líder político quanto como pai, mas fez questão de marcar diferença em relação à sua trajetória. Segundo ele, sua pretensão ao Planalto está ancorada em um clamor popular por alternativa, e não em arranjos internos.
Caiado apresentou sua movimentação como resposta a um segmento do eleitorado que busca uma candidatura capaz de unificar o país sob uma agenda de lei, ordem e estabilidade institucional.
Ao analisar o cenário eleitoral, o governador defendeu que a presença de mais de um nome no campo conservador, no primeiro turno, é uma estratégia inteligente para enfrentar o PT. Na avaliação dele, o eleitorado tende a distinguir quem reúne mais experiência executiva para lidar com problemas concretos do país.
Ele advertiu que uma convergência precoce em torno de uma única candidatura da direita facilitaria o jogo do atual governo federal, que poderia concentrar seus esforços contra um só adversário.
Uma candidatura única no primeiro turno é tudo o que o Lula quer, para despejar a máquina pública e aniquilar quem for escolhido
Ronaldo Caiado
Mesmo defendendo a pulverização de candidaturas no início da disputa, Caiado avaliou que o campo conservador tende a se reunir mais à frente. Para ele, a expectativa é de que, passado o primeiro turno, a direita se alinhe em torno do nome que avançar à fase final da eleição.
Nessa lógica, o governador projeta um cenário em que eventuais divergências internas sejam deixadas de lado em favor de um objetivo comum: construir uma frente unificada contra o PT no segundo turno, independentemente de quem liderar esse bloco nas urnas.