Veterinário descarta acidente e aponta traumas irreversíveis na morte do cão Orelha

Reportagem do Fantástico detalha atendimento de emergência e reforça investigação da Polícia Civil por maus-tratos e crueldade extrema em Florianópolis

02/02/2026 às 15:04 por Redação Plox

Uma reportagem exibida pelo programa “Fantástico”, neste domingo (1º/2), trouxe novos e chocantes detalhes sobre a morte de Orelha, o cachorro comunitário que vivia na região da Praia Brava, em Florianópolis (SC). O caso, que já vinha mobilizando a população e as redes sociais, ganhou contornos ainda mais graves a partir do relato do médico-veterinário responsável pelo atendimento de emergência do animal, Derli Royer.


Derli Royer e Orelha

Derli Royer e Orelha

Foto: (Reprodução / Globo)

Foi ele quem recebeu Orelha na clínica e descreveu o estado em que o cão chegou para atendimento, afastando de vez a hipótese de atropelamento ou de um acidente isolado.

Veterinário descarta acidente e reforça suspeita de agressão

Segundo a reportagem, as declarações de Derli reforçam a linha de investigação da Polícia Civil, que apura maus-tratos intencionais e crueldade extrema. O veterinário relatou que o cão chegou em quadro de “choque” e com lesões graves, especialmente na região da cabeça.

Lesões na cabeça, no olho, principalmente no lado esquerdo, e desidratado, sem quase nenhum movimento, não tinha reflexo.

Derli Royer

O profissional explicou que a equipe da clínica lançou mão de todos os protocolos de resgate disponíveis, incluindo soroterapia e manobras de reanimação. Ainda assim, a gravidade dos traumas cranianos tornou o quadro irreversível e, mesmo com todos os esforços, Orelha não resistiu.

Em outro trecho da entrevista, ao ser questionado se os ferimentos poderiam ter sido resultado de um acidente casual, o veterinário foi categórico ao classificar o caso como agressão e descartar por completo a tese de atropelamento.

Morte de cão comunitário gera comoção e protestos

Orelha era um cão comunitário, de cerca de 10 anos, conhecido por ser dócil e querido por moradores e frequentadores da Praia Brava. Após a morte do animal, a repercussão do caso foi imediata: a casinha onde ele vivia passou a receber homenagens, registradas em fotos e compartilhadas nas redes sociais.

A comoção ganhou as ruas quando veio à tona a suspeita de que um grupo de adolescentes de classe média alta estaria envolvido no crime. A partir daí, manifestações e protestos se multiplicaram em Florianópolis, pressionando por respostas das autoridades e por punição aos responsáveis.

A investigação segue em andamento e mantém o foco na hipótese de violência deliberada contra o animal, enquanto o caso de Orelha se consolida como símbolo da luta contra a crueldade praticada contra animais em espaços públicos.

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