Morre adolescente que apanhou de piloto Pedro Turra no Distrito Federal
Rodrigo Castanheira estava internado na UTI em Águas Claras com traumatismo craniano e não resistiu; Pedro Arthur Turra Basso teve a prisão preventiva decretada
Uma reportagem exibida pelo programa “Fantástico”, neste domingo (1º/2), trouxe novos e chocantes detalhes sobre a morte de Orelha, o cachorro comunitário que vivia na região da Praia Brava, em Florianópolis (SC). O caso, que já vinha mobilizando a população e as redes sociais, ganhou contornos ainda mais graves a partir do relato do médico-veterinário responsável pelo atendimento de emergência do animal, Derli Royer.
Derli Royer e Orelha
Foto: (Reprodução / Globo)
Foi ele quem recebeu Orelha na clínica e descreveu o estado em que o cão chegou para atendimento, afastando de vez a hipótese de atropelamento ou de um acidente isolado.
Segundo a reportagem, as declarações de Derli reforçam a linha de investigação da Polícia Civil, que apura maus-tratos intencionais e crueldade extrema. O veterinário relatou que o cão chegou em quadro de “choque” e com lesões graves, especialmente na região da cabeça.
Lesões na cabeça, no olho, principalmente no lado esquerdo, e desidratado, sem quase nenhum movimento, não tinha reflexo.
Derli Royer
O profissional explicou que a equipe da clínica lançou mão de todos os protocolos de resgate disponíveis, incluindo soroterapia e manobras de reanimação. Ainda assim, a gravidade dos traumas cranianos tornou o quadro irreversível e, mesmo com todos os esforços, Orelha não resistiu.
Em outro trecho da entrevista, ao ser questionado se os ferimentos poderiam ter sido resultado de um acidente casual, o veterinário foi categórico ao classificar o caso como agressão e descartar por completo a tese de atropelamento.
Orelha era um cão comunitário, de cerca de 10 anos, conhecido por ser dócil e querido por moradores e frequentadores da Praia Brava. Após a morte do animal, a repercussão do caso foi imediata: a casinha onde ele vivia passou a receber homenagens, registradas em fotos e compartilhadas nas redes sociais.
A comoção ganhou as ruas quando veio à tona a suspeita de que um grupo de adolescentes de classe média alta estaria envolvido no crime. A partir daí, manifestações e protestos se multiplicaram em Florianópolis, pressionando por respostas das autoridades e por punição aos responsáveis.
A investigação segue em andamento e mantém o foco na hipótese de violência deliberada contra o animal, enquanto o caso de Orelha se consolida como símbolo da luta contra a crueldade praticada contra animais em espaços públicos.