Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e reajusta INSS, seguro-desemprego e salário-família
Alta de 6,79% (R$ 103) eleva o piso nacional e atualiza benefícios e contribuições previdenciárias; Dieese estima impacto em 61,9 milhões de pessoas e injeção de R$ 81,7 bilhões na economia.
02/02/2026 às 10:02por Redação Plox
02/02/2026 às 10:02
— por Redação Plox
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Os trabalhadores brasileiros passam a receber, neste mês, o novo valor do salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621. O reajuste é de 6,79%, o que representa um aumento de R$ 103 em relação ao valor de R$ 1.518 pago no ano passado.
De acordo com o governo federal, o reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, que combina a variação da inflação medida pelo INPC com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite de até 2,5 pontos percentuais de ganho real acima da inflação do ano anterior, conforme o arcabouço fiscal.
Calendário do pagamento do 13º salário é antecipado
Foto: Agência Brasil/Arquivo
Pagamentos do INSS já consideram novo valor
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo piso no dia 26. Os depósitos seguem até sexta-feira (6), de forma escalonada, conforme o número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador.
Quanto vale o salário mínimo em 2026
Com o reajuste, o salário mínimo passa a ter os seguintes valores de referência:
Mensal: R$ 1.621
Diário: R$ 54,04
Hora: R$ 7,37
Como foi calculado o reajuste
O novo valor resulta da combinação de inflação e crescimento econômico, dentro das regras fiscais vigentes. A fórmula considerou:
Inflação medida pelo INPC: 4,18%
Crescimento real do PIB: 3,4%
Aplicação do limite de 2,5% de ganho real, imposto pelo arcabouço fiscal
Reajuste total: 6,79%
Efeito na economia e na renda
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo atinge diretamente 61,9 milhões de pessoas em todo o país. A expectativa é de que o aumento injete R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026, impulsionando o consumo e a arrecadação.
Além de servir de piso para trabalhadores formais, o valor do mínimo é referência para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego e salário-família.
Benefícios do INSS com o novo mínimo
Com o reajuste, ficam assim os benefícios previdenciários:
Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, passando para R$ 1.621
Benefícios acima do piso: reajuste de 3,90%, correspondente ao INPC de 2025
Teto do INSS: R$ 8.475,55
Contribuições ao INSS para trabalhadores com carteira assinada
As alíquotas de contribuição dos empregados regidos pela CLT passam a incidir sobre as seguintes faixas de salário:
Até R$ 1.621: 7,5%
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Autônomos, facultativos e MEI
No caso de contribuintes individuais, segurados facultativos e microempreendedores individuais, os valores mínimos de contribuição também são atualizados com base no novo salário mínimo:
Plano normal (20%): R$ 324,20
Plano simplificado (11%): R$ 178,31
Baixa renda (5%): R$ 81,05
MEI (5%): R$ 81,05
Seguro-desemprego ajustado pela inflação
O seguro-desemprego foi reajustado pelo INPC de 3,90% e já está em vigor desde 11 de janeiro. Com isso, a parcela mínima passa a ser de R$ 1.621, acompanhando o salário mínimo nacional, enquanto a parcela máxima chega a R$ 2.518,65.
O valor exato a receber varia conforme o salário médio dos últimos meses de trabalho, seguindo as faixas e fórmulas previstas na legislação.
Valor do salário-família
O salário-família passa a ser de R$ 67,54 por dependente, pago a trabalhadores que tenham remuneração mensal de até R$ 1.980,38. O benefício continua direcionado a famílias de baixa renda com filhos ou dependentes menores, mantendo o vínculo com o valor do piso nacional.