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    Suspeito de aplicar golpes em Minas Gerais é preso em Santa Catarina

    Segundo a PCMG, o homem é suspeito de aplicar golpes em sites de relacionamento

    Por Plox

    02/03/2021 18h49 - Atualizado há 8 meses

    Em uma ação integrada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), um homem, de 22 anos, foi preso em Balneário Camboriú (SC). Com os levantamentos, a PCMG identificou que o suspeito aplicava golpes em mulheres, após conhecê-las em sites de relacionamento.
    Por meio de investigação, conduzida pela equipe da 2ª Delegacia de Polícia Civil em Contagem, foi apurado que o suspeito aplicava golpes de estelionato, incluindo o denominado “Don Juan”. Ainda, a namorada dele, uma mulher de 44 anos, também foi identificada e teria participação em um dos crimes. Durante os trabalhos policiais, a PCMG recuperou no total três veículos.

    Os levantamentos identificaram que o suspeito estava escondido no sul do país. O delegado Clayton Ricardo da Silva conta que o homem foi encaminhado à delegacia de Santa Catarina por outro crime, oportunidade em que foi cumprido o mandado de prisão contra ele. “Tão logo nós tomamos conhecimento, nós entramos em contato com a Polícia Civil de Santa Catarina, dissemos quem era esse autor para que eles conferissem a identidade. Foi feita a qualificação e o cumprimento do mandado de prisão preventiva que estava em aberto aqui na comarca de Contagem”, informa.

    O indivíduo estava com mandado de prisão em aberto no estado da Paraíba, pelo mesmo crime cometido em Minas, sendo cumprida também essa ordem judicial. Além de estelionato, o suspeito possui outras ocorrências no estado mineiro relacionadas a crimes patrimoniais e violência doméstica. No ano de 2018, ele chegou a ser preso pela PCMG por esse tipo de crime, mas após a prisão, teria retornado ao convívio social, persistindo nos golpes.

    Dinâmica dos golpes

    O delegado Clayton Ricardo explica que o investigado conhecia mulheres pela internet para aplicar o golpe. “A partir desse contato inicial, ele marcava encontros pessoais e se habilitava como namorado, parceiro dessas vítimas. E, a partir daí, ele as iludia das mais variadas formas, como meio de convencê-las da existência de reciprocidade entre eles”, explica ao contar que o suspeito chegava a prometer vantagens estéticas e financeiras a essas vítimas.

    Ainda, de acordo com o delegado, o investigado fazia uma espécie de teia de relações nos golpes que aplicava, pois o suspeito convencia as vítimas a entregar a ele bens, como veículos, além de induzi-las a fazer transferências bancárias para terceiros, em proveito próprio. As investigações tiveram início em julho do último ano, quando uma das vítimas procurou a polícia.

    “Ele pegou o carro da vítima como se emprestado fosse, saiu com esse carro e se ausentou por dois dias, o que despertou uma imensa suspeita. Ela (a vítima) passou a procurar o veículo e, através do rastreador que tinha no veículo, localizou ele na cidade de Ribeirão das Neves, já na posse de outra pessoa, que soubemos também ser outra vítima”, detalha Silva.

    Conclusão das investigações

    Após a conclusão das investigações, o suspeito foi indiciado por duas modalidades de estelionato. “A primeira porque ele obtém vantagem ilícita em desfavor da vítima - essa captada no site de relacionamento - e, mediante um artifício/ardil, ele ludibria e obtém vantagens. E esse veículo que ele toma das vítimas, ele repassa a terceiros como se dele fosse, tendo uma nova modalidade de estelionato”, explica o delegado.

    Já a mulher de 44 anos foi indiciada por envolvimento em um dos crimes, pois a vítima que adquiriu o carro realizou o pagamento, por meio de transferência bancária, para ela. A suspeita assumiu ter recebido proveito e gasto em uma viagem com o suspeito.

    “O papel da Polícia Civil de Minas Gerais foi fundamental tanto no que diz respeito à coleta de elementos de informação da prática criminosa quanto para a retirada do investigado do convívio social, em garantia da ordem pública, dada a reiteração na prática dos delitos. Nesse contexto, ainda foi possível a recuperação de veículos alvos da atuação e a responsabilização de outra pessoa envolvida nos crimes praticados”, avalia o delegado.
     

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