Criança de 3 anos é vítima de abuso sexual em escola infantil de Belo Horizonte

Mãe relata que filha teria sido abusada pelo proprietário da escola e denuncia falta de empatia no atendimento da instituição

Por Plox

02/03/2023 19h53 - Atualizado há mais de 2 anos

Uma mãe registrou um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável contra o proprietário de uma escola infantil em Belo Horizonte, depois que sua filha de 3 anos foi vítima de violência sexual dentro da instituição. O crime ocorreu no bairro Serrano, na região da Pampulha.

De acordo com o relato da mãe, a fotógrafa Rayanne Ferreira, de 31 anos, sua filha de três anos começou a chorar e reclamar de dor ao urinar depois de chegar em casa da escola. Preocupada, Rayanne verificou a genitália da filha e percebeu que estava bastante vermelha. 

Como sempre conversa com as filhas sobre a importância de manterem a privacidade do próprio corpo e sobre quem pode tocar neles, a mãe perguntou o que havia acontecido e foi informada pela criança que o proprietário da escola havia introduzido o dedo em sua genitália ao limpá-la após usar o banheiro. Desesperada, Rayanne ligou para a escola e conversou com o suspeito, que negou as acusações. 

A mãe da vítima foi até a instituição com a polícia, mas não encontrou o suspeito no local. A fotógrafa lamentou a falta de empatia e o tratamento debochado que recebeu dos responsáveis pela escola. A criança foi levada para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, foi encaminhada ao Hospital Odilon Behrens. 

Ela está internada, mas passou por consultas com pediatra, ginecologista e será atendida por uma psicóloga e assistente social. A Polícia Civil instaurou procedimento investigatório para apuração da denúncia de estupro vulnerável.

 "As informações sobre imagens do local e laudo da criança integram a investigação, que possui caráter sigiloso. Até o momento, nenhum suspeito foi conduzido à delegacia. Todos os levantamentos serão realizados para apurar as circunstâncias do ocorrido", esclareceu a polícia. A mãe da vítima disse que pretende procurar outra escola para as filhas, devido ao trauma causado pelo incidente.

 


 

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