Dólar abre em alta e petróleo dispara após escalada de tensão no Oriente Médio
Moeda sobe para R$ 5,1475 (+0,21%) enquanto investidores monitoram ataques contra o Irã, reação de Teerã e a disparada do Brent e do WTI
02/03/2026 às 09:28por Redação Plox
02/03/2026 às 09:28
— por Redação Plox
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O dólar começou a sessão desta segunda-feira (2) em alta, com valorização de 0,21% na abertura, negociado a R$ 5,1475. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia os negócios às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Tensões no Oriente Médio elevam risco geopolítico
No Oriente Médio, a situação se agravou após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por uma reação de Teerã, o que aumentou o risco de ampliação do conflito na região. Na ofensiva, morreram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades do país.
Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita informaram que também foram atingidos. Em vídeo divulgado pela Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as operações militares seguem “à plena força” e que só devem ser interrompidas quando os objetivos forem alcançados.
Diante da escalada, os preços do petróleo e do gás registram forte alta, enquanto as bolsas internacionais operam em queda. Às 8h15 GMT (5h15 de Brasília), o barril do Brent subia 9,7%, a US$ 79,95, e o WTI avançava 9%, a US$ 73,04.
Agenda econômica no Brasil
No Brasil, a semana começa com a divulgação do Relatório Focus, que reúne as projeções do mercado para variáveis como inflação, crescimento e taxa de juros. Também está prevista, nos próximos dias, a publicação do PIB de 2025, dado aguardado por investidores e analistas.
Desempenho do dólar
Além do movimento de alta na abertura desta segunda-feira, o dólar registra o seguinte desempenho acumulado:
Acumulado da semana: -0,81%;
Acumulado do mês: -2,16%;
Acumulado do ano: -6,46%.
Ibovespa em perspectiva
O Ibovespa, que inicia as negociações às 10h, apresenta o seguinte quadro acumulado:
Acumulado da semana: -0,92%;
Acumulado do mês: +4,09%;
Acumulado do ano: +17,17%.
Wall Street pressionada por tecnologia e inflação
Em Wall Street, as principais bolsas começaram o dia em queda nesta sexta-feira, em meio a um ambiente de maior aversão ao risco.
O setor de tecnologia, especialmente empresas ligadas à inteligência artificial, foi o principal foco de preocupação após a divulgação de resultados da Nvidia, o que pressionou as ações do segmento.
Dados de inflação vieram acima do esperado e aumentaram a cautela dos investidores. Com isso, o índice Nasdaq caminha para registrar sua pior queda mensal desde março de 2025.
Na abertura do pregão, o Dow Jones recuava 0,50%, o S&P 500 caía 0,76% e o Nasdaq tinha baixa de 1,15%.
Europa renova recordes apesar de incertezas
Na Europa, as bolsas operam em alta, apoiadas em resultados corporativos melhores do que o esperado e na leitura de novos dados econômicos.
O clima é positivo a ponto de o mercado europeu alcançar um novo recorde e caminhar para o oitavo mês seguido de ganhos, mesmo sob preocupações com tarifas e com os impactos de tecnologias como a inteligência artificial.
Entre os principais índices, o STOXX 600 avançava 0,3%, a 635,04 pontos. Na Alemanha, o DAX subia 0,18%. No Reino Unido, o FTSE 100 registrava alta de 0,48%. Na França, o CAC 40 operava com leve queda de 0,09%.
Mercados asiáticos têm desempenho misto
Na Ásia, o pregão terminou com resultados mistos. Na China, os índices ficaram próximos da estabilidade, mas ainda assim encerraram a semana em alta, em um movimento de retorno gradual dos investidores após o feriado do Ano Novo Lunar.
Nos fechamentos do dia, o índice de Xangai subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos.
Em Seul, o KOSPI recuou 1%, fechando a 6.244 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX permaneceu fechado e não abriu hoje.