Papa Leão XIV nomeia Dom Mário Antônio da Silva como novo arcebispo de Aparecida

Atual arcebispo de Cuiabá, religioso de 59 anos diz ter recebido a indicação com surpresa e afirma que assume a missão com humildade e simplicidade

02/03/2026 às 11:50 por Redação Plox

Nomeado nesta segunda-feira (2) pelo papa Leão XIV, o novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, afirmou que recebeu com surpresa o anúncio, mas que assume a missão com “humildade e simplicidade”. Até então arcebispo de Cuiabá (MT), ele tem dois meses para tomar posse em Aparecida, uma das dioceses mais relevantes do país por abrigar o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, tem dois meses para assumir a arquidiocese de Aparecida e disse que a transição está sendo discutida com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Dom Orlando Brandes.

Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, tem dois meses para assumir a arquidiocese de Aparecida e disse que a transição está sendo discutida com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Dom Orlando Brandes.

Foto: Divulgação/Arquidiocese de Cuiabá.



Dom Mário está há cerca de quatro anos à frente da Arquidiocese de Cuiabá e relatou que a mudança não estava em seus planos imediatos, embora tenha acolhido o chamado em comunhão com o papa Leão XIV e em respeito a Dom Orlando Brandes, que será sucedido no comando da arquidiocese paulista.

Transição discutida com CNBB e Dom Orlando

O religioso explicou que o processo de transição para Aparecida ainda está em definição e envolve diálogo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e com o atual arcebispo. Segundo ele, os próximos passos serão ajustados no decorrer da assembleia da entidade, quando deverão ser definidos os detalhes de sua chegada à nova função.

Dom Mário reforçou que a mudança de arquidiocese depende de entendimento com a CNBB e que o cronograma de sua posse em Aparecida será alinhado com Dom Orlando e com a presidência da conferência episcopal, respeitando o período de transição entre Cuiabá e o Santuário Nacional.

Sucessão após uma década de Dom Orlando

O novo arcebispo vai substituir Dom Orlando Brandes, que completa 80 anos em 2026 e deixa o comando da Arquidiocese de Aparecida após uma década à frente da comunidade católica local. A mudança marca o início de uma nova etapa na liderança religiosa do maior santuário mariano do país.

Dom Mário Antônio da Silva.

Dom Mário Antônio da Silva.

Foto: Divulgação / Santuário Nacional.


Nesta segunda-feira, Dom Orlando celebrou a nomeação de seu sucessor e associou a trajetória de Dom Mário à devoção a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

Ao Mário, seja bem-vindo. Eu o conheço há tanto tempo, desde Londrina. Você era padre de Jacarezinho. Deus já o escolheu naquele tempo, porque ele é o senhor da história, e, claro, pela intercessão da Mãe Aparecida. Ela, Dom Mário, fez de tudo para o senhor ser o arcebispo

– Dom Orlando Brandes

Peso nacional da Arquidiocese de Aparecida

A Arquidiocese de Aparecida é vista como uma das mais importantes do Brasil por ter como igreja-mãe o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, dedicado à Padroeira do país e reconhecido como um dos principais centros de peregrinação católica do mundo, que recebe anualmente milhões de fiéis.


Criada em 19 de abril de 1958, a arquidiocese abrange municípios do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, e exerce papel destacado na vida pastoral da Igreja no Brasil, especialmente na promoção da devoção mariana e no acolhimento de romeiros de diversas regiões.


Além da dimensão religiosa, celebrações, missas e pregações realizadas em Aparecida costumam ter ampla repercussão nacional. As atividades no Santuário são transmitidas por emissoras de TV e rádio católicas, além de plataformas digitais, o que faz com que as mensagens e posicionamentos do arcebispo cheguem a milhões de pessoas e frequentemente entrem no debate público.


De acordo com o Vaticano, a Arquidiocese Metropolitana de Aparecida tem papel relevante na Igreja no Brasil, tanto pela intensidade da devoção mariana quanto pela responsabilidade de orientar espiritualmente os peregrinos que passam pelo Santuário ao longo de todo o ano.

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