Erro na aplicação de botox deixa britânica com assimetria facial e ‘cara de palhaço triste’

Ashley Warwick, de 37 anos, disse que ficou com parte do rosto “congelada” e outra com mobilidade; caso viralizou e reacendeu alertas sobre riscos e necessidade de profissionais habilitados

02/03/2026 às 20:21 por Redação Plox

Uma moradora do Reino Unido viralizou nas redes sociais ao relatar um erro na aplicação de botox que deixou seu rosto com movimentos desiguais, expressão que ela descreveu como “cara de palhaço triste”. Embora o caso tenha ocorrido fora do Brasil, reacende o alerta sobre os riscos de procedimentos estéticos, escolha de profissionais habilitados e uso de produtos regularizados.

Aplicação de botox com erro deixou mulher com aparência de palhaço triste

Aplicação de botox com erro deixou mulher com aparência de palhaço triste

Foto: crédito: TikTok / reprodução


Erro de aplicação causou assimetria facial

De acordo com o relato que ganhou repercussão na imprensa internacional, Ashley Warwick, de 37 anos, decidiu retomar o uso de toxina botulínica após cerca de dois anos sem fazer o procedimento. Depois da sessão, percebeu um desequilíbrio nos movimentos do rosto, com parte da face “congelada” e outra ainda com mobilidade.

Incomodada com a assimetria facial e a dificuldade de controlar expressões, ela passou a publicar vídeos mostrando a evolução do quadro. A hipótese levantada nas reportagens é de uma falha na distribuição dos pontos de aplicação, deixando alguns músculos mais relaxados e outros ainda ativos, o que pode provocar descompensação e aparência desigual.

Para tentar corrigir o resultado, Ashley buscou outra clínica e realizou um procedimento complementar. O episódio acabou se transformando em um caso emblemático dos possíveis efeitos indesejados de intervenções estéticas mal executadas.

Autoridades reforçam segurança, mas alertam para riscos

No Brasil, órgãos oficiais destacam que a toxina botulínica continua sendo considerada segura e eficaz quando usada corretamente, mas não está isenta de riscos. Em alerta recente, a Anvisa e o Ministério da Saúde ressaltaram que medicamentos à base de toxina botulínica registrados no país devem ser aplicados conforme a bula e apenas por profissionais habilitados.

O comunicado chama atenção para a possibilidade, ainda que rara, de botulismo iatrogênico em situações como uso de doses elevadas, intervalos inadequados entre aplicações e condições impróprias de aplicação. O alerta lista sinais que exigem procura imediata por atendimento médico, como visão borrada, pálpebras caídas, fala arrastada e dificuldade para engolir ou respirar.

As orientações incluem o uso exclusivo de produtos aprovados, a busca por clínicas autorizadas e a notificação de eventos adversos por meio de sistemas oficiais de vigilância, como o VigiMed.

Em paralelo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou posicionamento conjunto com entidades de especialidade defendendo que procedimentos estéticos invasivos — entre eles a aplicação de toxina botulínica — sejam feitos exclusivamente por médicos, citando riscos de sequelas quando há atuação fora do escopo previsto.

Checklist antes de fazer botox

A história de Ashley funciona, na prática, como um alerta para quem já faz ou pensa em fazer botox no Brasil. Especialistas e órgãos de saúde recomendam uma espécie de “checklist” antes de qualquer aplicação.

Verifique a habilitação do profissional: é fundamental confirmar o registro e a qualificação de quem vai aplicar a toxina botulínica e desconfiar de promessas de resultado “sem risco”.

Exija informações sobre o produto: peça o nome comercial, lote e validade, e dê preferência a medicamentos regularizados por autoridades sanitárias.

Fique atento a sintomas sistêmicos: em caso de sinais como dificuldade para engolir ou respirar, visão embaçada ou fala arrastada, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, em linha com o que reforça a Anvisa.

Não trate assimetrias só com “dicas” da internet: em situações de resultados irregulares, como a “cara de palhaço triste” após botox, a conduta pode envolver observação, reavaliação ou procedimentos de correção, sempre com acompanhamento clínico adequado.

Repercussão e debate em andamento

O caso de Ashley segue repercutindo em redes sociais e na imprensa internacional, sem indicação, nas informações divulgadas até o momento, de investigação oficial específica sobre a clínica ou profissional envolvidos no procedimento no Reino Unido. Responsabilidade profissional e detalhes técnicos da aplicação ainda são tema de apuração pública.

No Brasil, a tendência é que episódios como esse mantenham o assunto em evidência, em meio aos alertas da vigilância sanitária e ao debate sobre quem pode realizar procedimentos invasivos. O aumento das notificações, das orientações de prevenção e das exigências de rastreabilidade dos produtos reforça a necessidade de cautela em aplicações de toxina botulínica, especialmente diante do crescimento da busca por intervenções estéticas.

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