Colégio Pedro II abre processo para desligar alunos suspeitos de estupro coletivo em Copacabana

Dois estudantes do campus Humaitá II já haviam recebido advertências e suspensões; crime teria ocorrido em 31 de janeiro, segundo inquérito da 12ª DP

02/03/2026 às 12:10 por Redação Plox

Dois jovens apontados como suspeitos de participação no estupro coletivo de uma menor em Copacabana, na Zona Sul do Rio, já haviam recebido advertências e suspensões por comportamento inadequado no Colégio Pedro II.

O estudante Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um adolescente de 17 — ambos matriculados no campus Humaitá II — também respondem a um processo disciplinar interno por agressão dentro da unidade escolar, uma das instituições federais de ensino mais tradicionais do país.


Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo

Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo

Foto: Divulgação/Disque Denúncia

Colégio abre processo para desligar alunos investigados

No domingo (1º), a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus Humaitá II informaram que abriram processo administrativo para o desligamento dos dois estudantes da unidade que são suspeitos do crime.

Quatro homens já foram indiciados por estupro com concurso de pessoas:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos;
  • João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos;
  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos;
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos.

O Portal dos Procurados divulgou um cartaz com a foto dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo, em ação conjunta com o Disque Denúncia.

O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. O procedimento foi desmembrado e encaminhado à Vara da Infância e Juventude, e sua identidade não será divulgada.

Todos os maiores de idade têm mandados de prisão em aberto e são considerados foragidos.

O Colégio Pedro II informou que repudia qualquer forma de violência e atua no combate ao assédio, à violência de gênero e a toda forma de discriminação.


Polícia apura estupro coletivo contra adolescente em Copacabana e buscas por 4 homens e 1 menor

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Foto: Reprodução

Como foi o crime em Copacabana

De acordo com o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana.

O rapaz pediu que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, a adolescente foi sozinha. No elevador, ele avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, foi recusado.

Já no apartamento, a adolescente foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o jovem que a convidou, outros quatro rapazes entraram no cômodo.

A vítima relatou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem.

Segundo o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e a apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e submetendo-a à penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi impedida.

Tradição e estrutura do Colégio Pedro II

O Colégio Pedro II é uma das mais tradicionais instituições públicas de ensino do Brasil, atendendo hoje a mais de 12 mil alunos.

A escola foi fundada em 2 de dezembro de 1837, no Rio de Janeiro, então capital do Império, por decreto de Dom Pedro II, com a proposta de servir como modelo de ensino secundário no país.

Ao longo de sua história, formou estudantes que se destacaram em diferentes áreas da vida pública e cultural brasileira. Entre seus egressos há músicos, compositores, poetas, médicos, juristas, professores, historiadores, jornalistas e ex-presidentes da República, como Nilo Peçanha e Washington Luís.

Com a sanção da Lei 12.677, de 2012, a instituição foi equiparada aos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. A mudança ampliou a autonomia administrativa do colégio e consolidou seu papel na rede federal de ensino.

Rede de campi e formas de ingresso

Atualmente, o Colégio Pedro II conta com 14 campi no Grande Rio, a maioria na capital, e oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio Regular e Integrado e Educação de Jovens e Adultos (Proeja), além de cursos de graduação e pós-graduação.

A instituição também desenvolve projetos de pesquisa, ações de extensão e programas culturais.

O ingresso de estudantes ocorre por meio de processos seletivos públicos, realizados anualmente. Para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, o acesso se dá, em geral, por sorteio público. Já para os anos finais do Ensino Fundamental e as modalidades de Ensino Médio, a seleção costuma ser feita por provas.

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