Gleisi critica participantes de atos pró-anistia e diz que pauta “não é a do povo”

Ministra afirma que manifestações ligadas ao bolsonarismo priorizam ataques ao STF e a ministros na Avenida Paulista e em outros pontos de São Paulo, em vez de temas como emprego, salário e justiça tributária

02/03/2026 às 10:37 por Redação Plox

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), intensificou as críticas a participantes e organizadores de atos ligados ao bolsonarismo que defendem anistia para investigados e condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Em declarações públicas e nas redes sociais, ela voltou a afirmar que a anistia “não é a pauta do povo” e associou os atos a ataques às instituições, em especial ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann

Foto: Brito Júnior/SRI-PR


Manifestações pró-anistia voltam à Avenida Paulista

Nos últimos meses, a Avenida Paulista e outros pontos de São Paulo voltaram a reunir apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em atos com críticas ao STF e defesa de anistia relacionada ao 8 de janeiro.

Em uma dessas ocasiões, Gleisi declarou à CNN que a anistia não reflete as prioridades da população, argumentando que o foco das pessoas está em emprego, salário e justiça tributária, e não na situação de investigados e condenados pelos atos golpistas.

Após um ato pró-anistia realizado na Paulista, em abril de 2025, ela voltou a se posicionar nas redes. A ministra criticou o conteúdo dos discursos e afirmou que os ataques a ministros do STF e a outras autoridades reforçam, na sua avaliação, a necessidade de responsabilização pelos acontecimentos de 8 de janeiro. Segundo registro do SBT News, Gleisi classificou a anistia como “farsa” e como tentativa de garantir impunidade.

Em outro protesto em São Paulo, em agosto de 2025, a Agência Brasil descreveu que manifestantes voltaram a defender anistia e direcionaram críticas ao ministro Alexandre de Moraes, além de retomarem outras pautas associadas ao campo bolsonarista.

Gleisi mantém ofensiva contra eixo pró-anistia

Na avaliação de Gleisi, o conteúdo dos atos na Avenida Paulista estaria centrado em ataques ao STF e na defesa de anistia para envolvidos no 8 de janeiro, deixando em segundo plano temas econômicos e sociais que afetam diretamente o eleitorado. Com isso, a ministra reforça a narrativa de que a pauta pró-anistia não teria lastro popular e expressa crítica direta aos participantes das mobilizações.

De acordo com o que foi relatado, a crítica da ministra se dirige não apenas às lideranças políticas presentes, mas também ao tom dos discursos, vistos por ela como tentativa de deslegitimar a atuação das instituições e de afastar a responsabilização pelos atos classificados como golpistas.

Registros de cobertura e posicionamentos oficiais

Em fala à CNN, Gleisi sustentou que a anistia “não é a pauta do povo” e reiterou críticas ao teor dos discursos na Paulista, ressaltando que o palanque teria priorizado ataques ao STF e ao 8 de janeiro, em vez de abordar economia, emprego e questões sociais.

Relatos da Agência Brasil indicam que os atos em São Paulo mantêm, de forma recorrente, bandeiras pró-anistia e críticas a ministros do STF, compondo o pano de fundo político em que a ministra vem se posicionando.

Repercussão no Congresso, nas ruas e nas redes

No Congresso, declarações como as de Gleisi tendem a aumentar a pressão sobre projetos e movimentos que defendem uma anistia ampla para envolvidos no 8 de janeiro. Ao reforçar a defesa de responsabilização, o governo sinaliza resistência a flexibilizações que possam ser interpretadas como recuo em relação às investigações e condenações.

Nas ruas e nas redes sociais, a crítica direta de Gleisi aos participantes e ao conteúdo dos atos contribui para acentuar a polarização. A avaliação é de que esse embate público pode estimular novas convocações de manifestações, tanto por parte da oposição quanto de grupos alinhados ao governo.

Para o eleitor, o confronto entre as narrativas de “anistia” e “punição” permanece como um marcador político relevante, especialmente em grandes capitais como São Paulo, com potencial impacto sobre o debate que se projeta para 2026.

Próximos desdobramentos e monitoramento político

Os próximos passos envolvem acompanhar novas convocações de atos e as reações de lideranças governistas e de oposição, sobretudo em São Paulo e em Brasília. No plano legislativo, permanece em observação a tramitação de iniciativas relacionadas à anistia e a possibilidade de surgirem propostas alternativas, como reduções de pena em vez de perdão amplo.

Também segue em aberto se Gleisi ou o Palácio do Planalto farão novos pronunciamentos oficiais — por meio de notas, entrevistas ou falas institucionais — diante de futuros protestos. A definição desse posicionamento dependerá da agenda política das próximas semanas.


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