Suspeito de matar mais de 100 animais em transmissões ao vivo é preso em Fortaleza
Jovem de 19 anos também é investigado por induzir adolescentes à automutilação e ao suicídio; ação teve apoio das polícias do CE e de SP
02/03/2026 às 14:22por Redação Plox
02/03/2026 às 14:22
— por Redação Plox
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Um jovem suspeito de maltratar e matar mais de cem animais durante transmissões ao vivo em uma plataforma digital foi preso nesta segunda-feira (2/3) em Fortaleza (CE). A ação foi realizada pela Polícia Civil de São Paulo, com apoio da polícia local. Ele também é investigado por induzir adolescentes à automutilação e ao suicídio.
O suspeito foi identificado como Kauã Costa da Cunha, de 19 anos. A localização dele ocorreu a partir do trabalho do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Secretaria da Segurança Pública (SSP), responsável pelo monitoramento de redes e plataformas digitais.
Jovem de 19 anos é suspeito maltratar e matar mais de cem animais durante transmissões ao vivo. Ele foi preso em Fortaleza nesta segunda
Foto: Reprodução
Monitoramento digital levou à identificação do suspeito
Durante a investigação, agentes mapearam a estrutura usada para a veiculação das transmissões. Nesse processo, localizaram um servidor que hospedava as imagens de maus-tratos contra animais, o que permitiu detalhar a dinâmica do crime.
Por meio das informações foi possível identificar um dos integrantes, apontado como responsável pela divulgação das imagens de maus-tratos.SSP
O relatório de inteligência produzido pelo Noad foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de Mauá, que representou pela prisão temporária do jovem e por mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
Investigações seguem para localizar outros envolvidos
As apurações continuam para mapear a atuação completa do grupo e o alcance das transmissões. As autoridades buscam identificar outros suspeitos que possam ter participado da divulgação do conteúdo e localizar possíveis vítimas de indução à automutilação e ao suicídio, especialmente entre adolescentes.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, as investigações seguem em andamento para aprofundar a responsabilização dos envolvidos e reunir novas provas sobre os crimes praticados no ambiente digital.