Lulinha admite a interlocutores viagem internacional paga pelo “Careca do INSS”

Relato atribui o custeio a Antônio Carlos Camilo Antunes, citado em investigações; PF teria reunido documentos sobre voo Guarulhos–Lisboa em novembro de 2024, enquanto CPMI do INSS discute quebras de sigilo e convocações

02/03/2026 às 18:50 por Redação Plox

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, relatou a interlocutores que uma viagem internacional foi paga por Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado em investigações como o “Careca do INSS”. A admissão de que o deslocamento teria sido custeado pelo investigado recolocou o filho do presidente no centro das apurações, em meio ao avanço de diligências da Polícia Federal (PF) e à pressão política na CPMI do INSS.

Empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS, fala durante sessão da CPMI

Empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS, fala durante sessão da CPMI

Foto: 25.09.2025Lula Marques/Agência Brasil


Ligação entre viagem e investigado do INSS

Nos últimos meses, o nome de Lulinha passou a aparecer em relatos e linhas de apuração relacionadas ao caso do INSS. Uma das frentes envolve justamente viagens e passagens aéreas associadas ao empresário investigado conhecido como “Careca do INSS”, além de suspeitas sobre pagamentos e possíveis intermediações.

Reportagens apontaram que a PF reuniu documentos sobre um voo internacional em que Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes teriam estado no mesmo avião, em trajeto de Guarulhos (SP) para Lisboa, em Portugal, em data mencionada como novembro de 2024. Esse deslocamento integra o conjunto de elementos que alimentam as suspeitas em torno da origem e do custeio das viagens.

Como atuam PF e CPMI do INSS

A investigação sobre o “Careca do INSS” aparece vinculada às apurações da Polícia Federal, que o colocam como figura central ou intermediário em um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Em depoimento no âmbito da CPMI do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes negou a narrativa associada ao apelido e contestou a forma como o caso vem sendo apresentado publicamente, de acordo com registros jornalísticos. Do lado de Lulinha, há até o momento um conjunto de menções e suspeitas em análise, com parte do material ainda dependente de confirmação, especialmente sobre a autoria e o financiamento de passagens e a natureza de eventuais vínculos entre os envolvidos.

Repercussões políticas e sociais

No Congresso, o caso tende a intensificar a disputa na CPMI do INSS, com expectativa de novos pedidos de quebras de sigilo, convocações e requerimentos de informações sobre deslocamentos e relações entre investigados.

No governo e no debate público, o fato de envolver o filho do presidente amplia o desgaste político e aumenta a cobrança por esclarecimentos objetivos: o que foi pago, por quem, em que circunstâncias e com qual justificativa.

Para os beneficiários do INSS, o pano de fundo segue sendo um escândalo que atinge diretamente aposentados e pensionistas. As investigações tratam de descontos indevidos e suspeitas de corrupção no entorno do sistema, enquanto a discussão envolvendo Lulinha se projeta principalmente na esfera política.

Próximos passos da apuração

A tendência é que PF e CPMI intensifiquem a checagem documental, buscando confirmar a cadeia de custeio de viagens: quem pagou passagens, hospedagens e outros gastos, com rastreamento financeiro e cruzamento de registros.

Novos depoimentos e diligências podem ser solicitados para esclarecer a relação entre os personagens citados e o contexto das viagens, incluindo o voo entre Guarulhos e Lisboa.

Parte das informações segue classificada como “em apuração”, com elementos descritos como suspeitas ou hipóteses investigativas. Nem todos os pontos aparecem confirmados publicamente nos materiais já disponíveis, e a consolidação probatória sobre o papel de cada envolvido ainda está em andamento.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a