Moraes autoriza Bolsonaro a receber estimulação elétrica craniana na unidade onde está custodiado

Decisão do ministro do STF permite o tratamento como suporte a queixas como dificuldade de sono, ansiedade e crises de soluço, com regras para entrada de profissional e equipamento e organização das sessões

02/03/2026 às 10:07 por Redação Plox

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a um tratamento de estimulação elétrica craniana na unidade em que está custodiado. O procedimento, segundo indicação médica, é utilizado como suporte para queixas como dificuldade de sono, ansiedade e crises de soluço, e terá regras específicas para sua realização dentro do ambiente prisional.

De acordo com as informações divulgadas, a decisão de Moraes fixa as condições para a entrada do profissional responsável e do equipamento na unidade de custódia, bem como a dinâmica das sessões. A autorização para o tratamento no crânio passa a integrar a rotina de cuidados médicos sob supervisão judicial, conjugando a orientação da equipe de saúde com as exigências de segurança do sistema prisional.

Autorização prevê sessões frequentes e controle de acesso

Segundo a CNN Brasil, Moraes permitiu a aplicação do chamado “Estímulo Elétrico Craniano” (estimulação elétrica craniana/CES) em Bolsonaro, com previsão de sessões três vezes por semana. A decisão também autoriza que o médico indicado pela defesa tenha acesso ao local de custódia em dias e horários previamente definidos, e que o aparelho necessário ao procedimento ingresse na unidade, desde que passe por vistoria do estabelecimento prisional.

A revista Veja já havia relatado um pedido da defesa do ex-presidente para que o ministro liberasse o procedimento. De acordo com essa publicação, Bolsonaro teria realizado sessões semelhantes anteriormente, e a equipe médica apontava o tratamento como um suporte aos sintomas relatados por ele.

Condições impostas pelo STF e alcance da decisão

O que é de conhecimento público até agora, a partir das reportagens, é que a autorização foi formalizada por decisão de Alexandre de Moraes no âmbito do STF, com a imposição de parâmetros de segurança e de controle. Entre eles, estão a vistoria do equipamento, as regras de acesso do profissional de saúde ao local de custódia e a organização da agenda das sessões.

Informações divulgadas pela Record/R7 apontam que o tratamento foi liberado com previsão de três sessões semanais, cada uma com cerca de uma hora de duração, mantida a indicação médica voltada a dificuldades de sono, ansiedade e crises de soluço.

A íntegra do despacho ainda não foi detalhada nos materiais consultados, o que significa que pontos mais específicos — como número do processo, redação final da decisão e eventuais obrigações adicionais — seguem em apuração e dependem da divulgação de documentos oficiais.

Rotina na custódia e efeitos práticos da medida

Na prática, a autorização de Moraes para o tratamento de estímulo elétrico craniano a Bolsonaro cria uma nova rotina de atendimento médico dentro do regime de custódia, sob parâmetros judiciais. A decisão envolve tanto o cumprimento das medidas fixadas pelo STF quanto a organização interna do local de custódia, que passa a lidar com:

  • definição de dias e horários para as sessões;
  • entrada e circulação do profissional de saúde na unidade;
  • vistoria do equipamento utilizado e registro da realização do procedimento.

No campo político e institucional, o caso mantém em evidência o debate sobre as condições de saúde do ex-presidente e sobre a forma como o STF responde a pedidos de natureza médica apresentados em contextos de custódia e de medidas restritivas.

Próximos passos e pontos ainda em apuração

A tendência é que a defesa de Bolsonaro e a administração do local de custódia ajustem o cronograma das sessões de estimulação elétrica craniana de acordo com as condições fixadas na decisão de Moraes. A efetiva implementação do tratamento, com o início das sessões e registros de acompanhamento, deve seguir os controles internos do estabelecimento e as exigências judiciais.

Novas informações podem surgir com a divulgação da íntegra do despacho, de eventuais laudos complementares da equipe médica e de documentos oficiais sobre o cumprimento da medida. A apuração também inclui a verificação de possíveis exigências adicionais, como relatórios periódicos, comprovação de comparecimento às sessões e formas de fiscalização do procedimento autorizado.

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