Valdemar questiona pré-candidatura de Zema ao Planalto e prevê “confusão” em Minas
Presidente nacional do PL diz que a manutenção do nome de Romeu Zema em 2026 pode atrapalhar alianças estaduais, enquanto o partido trabalha uma chapa liderada por Flávio Bolsonaro.
02/03/2026 às 09:39por Redação Plox
02/03/2026 às 09:39
— por Redação Plox
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, colocou em dúvida a viabilidade política de Romeu Zema (Novo) manter a pré-candidatura à Presidência em 2026 e indicou que o movimento pode provocar “confusão” no tabuleiro eleitoral de Minas Gerais. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ao comentar a estratégia de alianças do PL para a disputa nacional e os reflexos nos palanques estaduais.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto
Foto: Beto Barata/PL
Impasse entre palanque nacional e alianças em Minas
Durante a entrevista, Valdemar foi questionado sobre nomes para compor uma chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tratado internamente pelo partido como pré-candidato ao Planalto. Ao mencionar Zema como possível peça nesse arranjo, o dirigente levantou um ponto de tensão: se o governador mineiro insistir em ser candidato à Presidência, como ficaria o apoio do PL ao grupo de Zema na eleição para o governo de Minas.
Na sequência, o presidente do PL indicou que quer ver “a confusão” que esse cenário pode gerar no estado, sustentando que a legenda teria dificuldade em apoiar, em Minas, um projeto estadual vinculado a um grupo que lançaria “outro candidato à Presidência” concorrendo diretamente contra o nome trabalhado pelo PL.
Posicionamentos públicos e ausência de notas oficiais
Até o momento, não há registro de nota oficial do diretório nacional do PL ou do governo de Minas tratando especificamente das falas exibidas no Canal Livre. As declarações de Valdemar, porém, foram veiculadas pela Band e repercutidas por veículos de alcance nacional.
Do lado de Zema, manifestações recentes indicam a manutenção da pré-candidatura ao Planalto em 2026, apesar do movimento do PL em torno de Flávio Bolsonaro. Em entrevista repercutida pela CNN Brasil, o governador mineiro afirmou que a decisão do grupo Bolsonaro “não altera” seus planos e defendeu que “quanto mais candidatos à direita, melhor”.
Efeitos sobre a disputa em Minas Gerais
Para Minas, a fala de Valdemar funciona como um recado sobre as negociações para 2026: a definição entre palanque único ou palanques divididos passa a ser um dos eixos centrais. Na prática, o PL sinaliza que alianças estaduais podem ser condicionadas ao alinhamento em torno de um mesmo nome para a Presidência, o que pressiona partidos e lideranças locais a se posicionarem.
O impacto imediato tende a ser o acirramento da disputa sobre quem vai representar a direita e a centro-direita no estado, tanto na corrida ao governo mineiro quanto na montagem das coligações proporcionais para deputados. Também aumenta a incerteza sobre como o Novo, partido de Zema, e o PL vão se organizar em Minas caso o governador mantenha a própria pré-candidatura ao Planalto e a sigla de Valdemar feche questão em torno de Flávio Bolsonaro.
Próximos movimentos na articulação para 2026
Nos bastidores, um dos pontos de atenção será se o PL vai formalizar, nas próximas semanas, uma estratégia específica para Minas que inclua, ou descarte, uma composição com Zema — tema que já aparece em apurações sobre a tentativa do partido de definir um vice para a chapa de Flávio Bolsonaro.
Também está no radar a possibilidade de uma resposta pública de Zema ou do Novo às declarações de Valdemar, com eventual reforço da manutenção da pré-candidatura presidencial. Ao mesmo tempo, movimentos de pré-candidatos ao governo de Minas no campo da direita tendem a ganhar peso, já que a configuração do palanque ao Planalto deve influenciar alianças regionais, tempo de TV e estrutura partidária.