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    Vereador do PSL é preso em BH por cobrar 'rachadinha' de funcionários

    Segundo a Polícia Civil, Cláudio Duarte teria angariado R$ 1 milhão em pouco mais de dois anos. Funcionário ficava com R$ 1 mil e devolvia R$ 10 mil

    Por Plox

    02/04/2019 17h47 - Atualizado há mais de 2 anos

    O vereador Cláudio Duarte (PSL) foi preso em Belo Horizonte, acusado de cobrar “rachadinha” de seus funcionários da Câmara Municipal. Ele ainda é suspeito de ameaçar os servidores para que não revelassem o esquema. A prisão aconteceu nessa terça-feira, 2 de abril, e o afastou de suas funções no Legislativo municipal por 60 dias.

    O parlamentar é investigado pela Polícia Civil do Estado e o órgão pediu à Justiça que ele tenha seus bens indisponíveis. Foi decretada sua prisão temporária pelo prazo de cinco dias. O delegado Domiciano Monteiro, chefe da Divisão de Fraudes e Crimes contra o Patrimônio está à frente das investigações.

    Vereador PSL rachadinha
    Vereador é investigado pela Polícia Civil do Estado- Foto: Reprodução vídeo

    R$ 1 milhão desde janeiro de 2017

    Conforme Domiciano, o vereador teria angariado R$ 1 milhão desde janeiro de 2017, logo no início do mandato. O chefe de gabinete do parlamentar, Luiz Carlos Cordeiro, também está preso temporariamente, uma vez que ele recolheria os salários dos servidores. Além deles, mais quatro funcionários foram afastados das funções. A polícia disse que 35 funcionários já trabalharam no gabinete, desde o começo do pleito.

    A casa do parlamentar foi alvo de busca e apreensão, além do gabinete dele na Câmara Municipal de BH. Todos os computadores e documentos foram levados pela polícia, que ainda procura por celulares e aparelhos eletrônicos que possam ajudar na investigação.

    Cláudio ainda é acusado de outros crimes, como vantagem indevida, desvio de dinheiro público, formação de organização criminosa e obstrução da Justiça. 

     

    Devolução

    O esquema funcionava da seguinte forma, conforme o delegado: os servidores sacavam o salário e devolviam uma quantia para o político. Um desses funcionários ganhava R$ 11 mil e devolvia R$ 10 mil, lhe sobrando somente R$ 1 mil de salário. 

    Ênio de Jesus, advogado do vereador, disse que não tem conhecimento sobre os detalhes da investigação. "Vamos verificar o teor da denúncia e qual a fundamentação da prisão preventiva, que neste momento entendemos como absurda".

    Atualizado às 22h59



     

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