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    Rede hoteleira Vila Galé planeja instalar complexo em prédio histórico de Ouro Preto

    O acordo entre o proprietário do local, o Colégio Dom Bosco, e a rede de hotéis deve ser assinado nos próximos dias.

    Por Plox

    02/04/2023 08h33 - Atualizado há 11 meses

    A rede de hotéis portuguesa Vila Galé está prestes a instalar um complexo hoteleiro no prédio principal do antigo Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais, em Cachoeira do Campo, distrito mais populoso de Ouro Preto. O acordo entre o proprietário do local, o Colégio Dom Bosco, e a rede de hotéis deve ser assinado nos próximos dias.

    O prédio principal do antigo Quartel do Regimento de Cavalaria de Minas Gerais

    A Invest Minas, agência responsável pela atração de negócios ligados ao turismo no estado, tem conduzido as negociações e identificado oportunidades para o desenvolvimento do setor. Bárbara Botega, assessora estratégica para Negócios em Turismo, afirma que "a Vila Galé em Ouro Preto representa a materialização e sucesso dessas iniciativas e será um catalisador do turismo em Ouro Preto, a partir da integração do patrimônio histórico e cultural com uma infraestrutura hoteleira classe mundial."

    Conjunto tem edificações que poderiam ser adaptadas a acomodações

    Patrimônio histórico e cultural no DNA da Vila Galé

    A rede Vila Galé tem uma forte ligação com patrimônios históricos e culturais, possuindo hotéis em edifícios históricos em Portugal e no Brasil. A empresa pretende seguir a tendência de estabelecer hotéis em locais com rica história, como é o caso do prédio em Cachoeira do Campo.

    O local, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) em 2014, tem grande relevância para a história de Minas Gerais e Ouro Preto. Além de ter servido como quartel, a propriedade já abrigou uma colônia agrícola, uma fábrica de macarrão e uma instituição de ensino.

    Boa parte da estrutura está em mal estado de conservação

    Comunidade e preservação do patrimônio

    A comunidade local tem demonstrado preocupação com a preservação do patrimônio e alguns membros discordam da instalação do hotel, preferindo que o local fosse utilizado para fins educacionais ou como um quartel da Polícia Militar. O historiador Alex Bohrer ressalta a importância de ouvir o Iepha e a comunidade no processo.

    Além do prédio, a propriedade também abriga a cachoeira que deu nome ao arraial e que, desde o século XVII, é aberta à comunidade. A decisão de instalar o complexo hoteleiro no local deve levar em consideração o interesse da comunidade em preservar o patrimônio histórico e cultural da região.

     

    A entrada do antigo Centro Dom Bosco


     

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