Argentina acusada de injúria racial remove tornozeleira eletrônica e volta a Buenos Aires com autorização judicial

Agostina Páez fez a retirada nesta terça (31) depois de pagar caução de 60 salários mínimos, cerca de R$ 97 mil, condição para revogação das medidas cautelares no caso de Ipanema

02/04/2026 às 06:30 por Redação Plox
Agostina Paez, de 29 anos, imitou macaco e fez o som do animal após discussão em um bar

Agostina Paez, de 29 anos, imitou macaco e fez o som do animal após discussão em um bar

Foto: Reprodução/TV Globo


A argentina Agostina Páez, ré por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, retirou a tornozeleira eletrônica na terça-feira (31) após autorização judicial, segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen).

Seppen diz que retirada ocorreu após pagamento de caução

De acordo com a Seppen, Agostina compareceu à Central de Monitoração Eletrônica para retirar o equipamento depois de cumprir a condição fixada pela Justiça: o pagamento de caução equivalente a 60 salários mínimos — cerca de R$ 97 mil.

Com a autorização mais recente, a retirada do equipamento foi formalizada após o cumprimento das condições impostas, conforme informou a secretaria.

Processo apura episódio em bar de Ipanema

Agostina responde a processo por injúria racial após um episódio ocorrido em 14 de janeiro, em um bar de Ipanema. Segundo a Agência Brasil, a acusação envolve ofensas a funcionários do estabelecimento, incluindo o uso da palavra “mono” (macaco, em espanhol) e gestos que imitam um macaco, registrados em vídeo e citados na apuração do caso.

Medidas cautelares haviam sido impostas após revogação de prisão

O caso teve desdobramentos em fevereiro, quando a Justiça do Rio revogou a prisão preventiva da argentina no mesmo dia em que ela havia sido presa por decisão judicial. Na ocasião, foram mantidas medidas cautelares como proibição de deixar o país, retenção de passaporte e uso de tornozeleira eletrônica.

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