Anvisa manda apreender lotes falsificados de Mounjaro e proíbe caneta emagrecedora do Paraguai
Agência determinou recolhimento, veto à comercialização e uso após identificar irregularidades em embalagens e números de série; também investiga 65 mortes suspeitas ligadas a canetas e medicamentos para emagrecimento
02/04/2026 às 23:18por Redação Plox
02/04/2026 às 23:18
— por Redação Plox
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (2/4), a apreensão de lotes falsificados de Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade ou sobrepeso.
A decisão foi motivada por um pedido da farmacêutica Eli Lilly, detentora do registro do medicamento. A empresa informou à Anvisa que foram encontradas no mercado unidades com características diferentes do produto original, o que indica falsificação.
Canetas emagrecedoras
Foto: Divulgação
Quais lotes foram apreendidos
De acordo com a Anvisa, foram apreendidos os lotes D85683 de Mounjaro e D880730 e D840678 do Mounjaro KwikPen (multidose), fabricados por empresas ainda não identificadas.
A medida também proíbe a comercialização, a distribuição e o uso desses produtos.
Entre as irregularidades apontadas pela agência estão números de série não identificados nos sistemas da Eli Lilly e diferenças em relação à embalagem dos medicamentos.
Anvisa proíbe caneta emagrecedora produzida no Paraguai
A Anvisa também determinou o recolhimento e proibiu a venda, a fabricação, a importação, a divulgação e o uso do Tirzec, caneta emagrecedora produzida no Paraguai.
Segundo a reguladora, o medicamento foi anunciado sem ter registro no Brasil e é fabricado por uma empresa desconhecida. As decisões foram publicadas nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.
Investigação sobre mortes suspeitas e alerta para riscos
Em fevereiro, a Anvisa confirmou que investiga 65 mortes suspeitas após o uso de remédios à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk), da liraglutida e da tirzepatida.
Segundo o órgão, os óbitos ocorreram no período entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025.
Os casos também envolvem canetas produzidas por farmácias de manipulação e por laboratórios não autorizados. Há ainda canetas que chegam ao Brasil por contrabando de outros países da América do Sul e são comercializadas clandestinamente.
Orientações de fabricantes sobre riscos e segurança
A Eli Lilly afirmou, na ocasião, que a bula do Mounjaro aponta a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) como uma reação adversa incomum. A empresa orienta que pacientes conversem com um médico para saber mais sobre os sintomas e, em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento, informem o profissional de saúde e interrompam o uso do medicamento.
embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o que exige reforço das orientações de segurança