Influenza A segue em alta e coloca maioria dos estados em alerta para SRAG, aponta Fiocruz
Boletim InfoGripe indica risco ou alto risco e sinal de crescimento em estados do Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste; Fiocruz reforça vacinação e medidas de prevenção
02/04/2026 às 15:16por Redação Plox
02/04/2026 às 15:16
— por Redação Plox
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Os casos de influenza A seguem em alta no Brasil, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento aponta que a maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com indicação de risco ou alto risco e sinal de crescimento.
De acordo com o boletim, a influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus estão entre as principais causas da maioria dos casos de SRAG nessas regiões e podem levar à morte em quadros mais graves.
Casos de Influenza A, segue em alta no Brasil.
Foto: Joédson Alves / Agência Brasil
Boletim aponta vírus mais frequentes nos casos e nos óbitos
Conforme os registros do InfoGripe divulgados nesta quarta-feira (1º), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% dos casos positivos foram de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de VSR; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).
Nos óbitos anotados no mesmo período, entre os registros positivos houve a presença desses mesmos vírus, com 36,9% de influenza A, 2,5% de influenza B, 5,9% de VSR, 30% de rinovírus e 25,6% de Sars-CoV-2 (covid-19).
Segundo a Fiocruz, o estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, que corresponde ao período de 22 a 28 de março.
Vacinação e cuidados reforçados diante do avanço da SRAG
Para os pesquisadores, diante do cenário, a imunização contra a influenza se torna ainda mais necessária, o que pode ser favorecido pela Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no sábado (28) nas regiões onde vem sendo registrado o avanço dos casos.
A ação, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde com apoio de estados e municípios, segue até 30 de maio. A população pode buscar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza.
Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz
A pesquisadora também destacou a importância de gestantes, a partir da 28ª semana, se vacinarem contra o VSR, como forma de garantir proteção aos bebês desde o nascimento.
Além da vacinação, Tatiana Portella recomendou que, nos estados com evolução de SRAG, as pessoas usem máscaras em locais fechados e com maior aglomeração — especialmente aquelas que integram grupos de risco — e mantenham medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência.
Ela reforçou ainda que, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, a orientação é manter o isolamento. Quando isso não for possível, a recomendação é sair de casa usando máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95.