Vigilância Sanitária do Rio orienta como escolher bacalhau e alerta para fraudes na Semana Santa
Ivisa-Rio recomenda evitar manchas e pontos escuros, reforça regras de conservação e lembra que apenas duas espécies podem ser vendidas como bacalhau
02/04/2026 às 16:08por Redação Plox
02/04/2026 às 16:08
— por Redação Plox
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O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio (Ivisa-Rio) orienta consumidores a redobrarem a atenção na compra de bacalhau para o almoço da Semana Santa. A principal recomendação é observar a qualidade do pescado e evitar produtos que apresentem manchas avermelhadas ou pontos pretos, sinais que podem indicar presença de bactérias e/ou fungos.
Outra dica é conferir o tipo de sal usado na conservação. Segundo o instituto, o sal deve ser grosso, já que o uso do sal fino é proibido.
Vigilância Sanitária do Rio (Ivisa-Rio) orienta consumidores a redobrarem a atenção na compra de bacalhau para o almoço da Semana Santa.
Foto: Reprodução / Agência Rio Claro - SP
Quais peixes podem ser chamados de bacalhau
A vigilância sanitária também chama a atenção para casos em que outros peixes são vendidos como bacalhau, sem pertencerem à classificação considerada legítima. De acordo com a orientação, apenas as espécies Gadus morhua (conhecida no Brasil como Porto ou Porto Morhua) e Gadus macrocephalus (normalmente chamada de Portinho ou Codinho) se enquadram como bacalhau.
Os pecados Saithe, Ling e Zarbo são, muitas vezes, vendidos como bacalhau e são inclusive muito consumidos entre os brasileiros. Porém, esses tipos, que costumam ter um custo mais baixo, não são considerados bacalhau e devem ser comercializados como pescado salgado ou salgado e seco
Aline Borges
Cuidados ao comprar peixe fresco
Para quem prefere levar peixe fresco para casa, o Ivisa-Rio recomenda observar a aparência e a textura do produto. Entre os sinais considerados positivos estão guelras avermelhadas, olhos que ocupam toda a órbita e escamas com aderência firme.
Segundo a vigilância, também é importante verificar se o peixe está com o ventre íntegro. A ruptura nessa região pode indicar estágio avançado de alteração. Para ampliar o tempo de validade após a compra, a orientação é retirar as vísceras antes de armazenar o peixe.