Pesquisa AtlasIntel aponta Lula como líder político mais rejeitado, com 50,6% das menções
Levantamento cita ainda Flávio Bolsonaro (24%) e Jair Bolsonaro (16,3%); entre os que rejeitam Lula, corrupção é a principal justificativa apontada
02/04/2026 às 16:33por Redação Plox
02/04/2026 às 16:33
— por Redação Plox
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A pesquisa AtlasIntel/Arko Advice, divulgada nesta quarta-feira (1°), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o líder político mais rejeitado do país. No levantamento, ele aparece com mais do que o dobro das menções registradas pelo segundo colocado.
Lula concentra a maior rejeição, seguido por Flávio e Jair Bolsonaro
De acordo com os dados, 50,6% dos entrevistados disseram que Lula é o líder político mais rejeitado. Em seguida, aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 24%, e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 16,3%.
Lula
Foto: Presidência
Depois deles, os nomes mais mencionados foram o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), com 5,9%, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 1,2%.
A análise também registra menções a aliados de Lula, como o ex-ministro Fernando Haddad (PT), com 0,9%, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com 0,1%.
Percepção de corrupção lidera os motivos citados
Segundo o estudo, a principal razão para a rejeição a Lula é a percepção de envolvimento ou conivência com corrupção. Entre os eleitores que rejeitam o petista, 85,9% apontaram esse fator.
Outros motivos relevantes indicados foram a avaliação de que ele “quer a população dependente do Estado”, citada por 45,7%, e a ideia de que representa “um projeto de poder autoritário ou antidemocrático”, com 33,2%.
Maioria dos que rejeitam Lula diz nunca ter votado no PT
A pesquisa mostra ainda que a maior parte dos eleitores que rejeitam Lula afirma que nunca votou no PT: 62,3%. Outros 30,3% disseram que já votaram no petista antes de 2014, enquanto 7,5% afirmaram ter apoiado Lula em eleições mais recentes.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento ouviu 4.224 eleitores entre os dias 16 e 23 de março, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06058/2026.