Documentos indicam que ministro Toffoli voou em avião de empresa de Vorcaro para ir ao Tayayá,
Levantamento cita entradas no aeroporto de Brasília compatíveis com decolagens de aeronaves da Prime Aviation e da Ibrame, incluindo um caso em 4 de julho de 2025 relacionado a deslocamento para o Paraná
02/04/2026 às 08:52por Redação Plox
02/04/2026 às 08:52
— por Redação Plox
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O banqueiro Vorcaro, atualmente preso e o ministro
Foto: Reprodução
De acordo com o texto, Toffoli entrou no terminal às 10h e a aeronave PR-SAD saiu dez minutos depois. A Folha relaciona esse deslocamento ao Tayayá porque, no mesmo dia, houve envio de seguranças do TRT de São Paulo-SP para Ribeirão Claro-PR, município onde fica o resort e que, segundo a corte, receberia uma autoridade a pedido do STF. Marília-SP, cidade natal do ministro, fica a cerca de 150 quilômetros do empreendimento.
A reportagem também informa que Toffoli manteve participação societária no Tayayá até o ano passado ao lado de Fabiano Zettel, apontado no texto como cunhado e operador financeiro de Vorcaro. Ainda segundo a publicação, a Prime Aviation integrava um grupo empresarial do qual Vorcaro foi sócio direto até setembro passado. A empresa declarou que não divulga dados de usuários de suas aeronaves por cláusulas de confidencialidade e em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados.
O material diz ainda que a Anac registrou dez entradas de Toffoli no terminal executivo de Brasília-DF ao longo de 2025. Em seis dessas ocasiões, o cruzamento com dados do tráfego aéreo teria permitido associar a presença do ministro a decolagens específicas, sendo que, em cinco casos, os aviões pertenciam a empresários. Entre os episódios citados estão dois voos de aeronave da Petras Participações, uma delas para Ourinhos-SP, aeroporto apontado como o mais próximo do Tayayá, e outro para Congonhas, em São Paulo-SP.
Há ainda menção a uma viagem em 10 de abril de 2025 em avião da Ibrame, empresa de Luiz Pastore, também rumo a Congonhas, em São Paulo-SP. A Folha afirma que Pastore é amigo de Toffoli e recorda um deslocamento anterior do ministro para Lima-Peru, em novembro, no mesmo círculo de relações. Procurados pela reportagem, Toffoli não respondeu, a defesa de Vorcaro não comentou, e os demais citados não apresentaram manifestação no texto enviado.