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    Sinttrocel decreta estado de greve e transporte pode ser paralisado no Vale do Aço

    De acordo com as informações, os trabalhadores estão sem recomposição salarial desde 2019, com reajuste zero em 2020 e índice abaixo da inflação em 2021, em virtude da pandemia da covid-19

    Por Plox

    02/05/2022 20h45 - Atualizado há 22 dias

    Diante do impasse nas negociações da campanha salarial dos trabalhadores do transporte rodoviário urbano do Vale do Aço o Sindicato dos trabalhadores do transporte rodoviário de Coronel Fabriciano (Sinttrocel) declara o “estado de greve” e que, dentro dos prazos estabelecidos pela Lei 7783/2019 poderá paralisar o serviço do transporte público na região.

    A cada ano a negociação salarial dos trabalhadores tem início no mês de março quando é a data-base da categoria. Neste período também ocorre simultaneamente às negociações com as empresas Univale, Saritur e Viação Acaiaca, que são concessionárias dos referidos serviços nos municípios de Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo.

    Na nota, o sindicato destaca que “todas as empresas no estado de Minas Gerais, incluindo a Univale já apresentaram contraproposta que foi aceita pelos trabalhadores, com a assinatura dos acordos e pagamento dos salários já reajustados relativo ao mês de março e abril/2022.  No entanto, até esta segunda-feira (2) e, após duas rodadas de negociações, não houve avanço nas discussões com as empresas Saritur e Acaiaca com relação às reivindicações dos trabalhadores”, disse.

    Ainda conforme as informações, as empregadoras alegam não ser possível apresentar uma contraproposta antes de uma discussão com o executivo dos municípios, cuja reunião está agendada para o dia 09 de maio.

     

    Foto: PMI/ divulgação/ arquivo

     

    Reunião

    Na última reunião realizada com a Saritur na última sexta-feira (29/04) a diretoria do Sinttrocel não aceitou as ponderações patronais, pois vem sofrendo pressão dos trabalhadores, que nunca passaram por uma crise como essa.

    De acordo com a diretoria do Sinttrocel os trabalhadores estão revoltados com o descaso que estão sendo tratados pelas empresas e exigindo do sindicato uma ação com o intuito de se chegar a um termo que venha de encontro aos seus anseios, pois não aceitam ficar com salários inferiores aos demais trabalhadores do transporte da região.

    Cenário

    Os trabalhadores estão sem recomposição salarial desde 2019, com reajuste zero em 2020 e índice abaixo da inflação em 2021, em virtude da pandemia da covid-19. Outros problemas como a falta de recolhimento do FGTS por parte da empresa; a apuração incorreta de jornada; o não pagamento de horas extras e a retirada de cobradores do transporte coletivo prejudicam as condições de trabalho dos rodoviários. Além disso, a inflação acumulada de março chegou ao patamar acima de 11%.

    A diretoria do sindicato reforça que seu propósito é buscar condições de trabalho digna para a categoria e serve também como um pedido aos entes públicos a esta demanda da categoria que a cada ano vem sofrendo muito com as precárias condições de trabalho.


     

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