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    Descubra quais são os impactos da ansiedade na pele

    As psicodermatoses são doenças de pele ligadas à questões emocionais

    Por Plox

    02/06/2021 10h22 - Atualizado há 5 meses

    A ansiedade e o estresse se intensificaram durante o período de isolamento social devido à preocupação excessiva sobre o momento que vivemos. Concomitante a isso, a pele passou a sofrer mais com espinhas, olheiras e ressecamento, além da piora em quadros já existentes de eczemas, vitiligo, caspa, alopecia, herpes e psoríase.

    "Há vários estudos ligados ao emocional e a piora dessas doenças, pois a ansiedade funciona como um gatilho, sobretudo para quem já tem pré disposição genética a desenvolvê-las", explica a dermatologista Gina Matzenbacher, da Clínica Leger.

     

     

     

    A médica alerta ainda para a necessidade de entender que esse sentimento não causa essas doenças, mas age como um estímulo para o seu aparecimento ou agravamento. Portanto, é fundamental tratá-lo para obter resultados nas demais áreas afetadas. Afinal de contas, um emocional abalado impacta a saúde como um todo. 

    Assim, segundo Gina, quando esse impacto emocional reverbera em prejuízos para a pele, é dado o nome de psicodermatoses. "Nesses casos, ansiedade prejudica a barreira cutânea, levando a condições inflamatórias e a hábitos como coçar insistentemente alguma região, ocasionando feridas e descamações. Já no couro cabeludo, ocorre a dermatite seborreia e até à queda de cabelo (alopecia)", complementa.

    Ela conta que o herpes simples, uma patologia viral, é um grande exemplo para esse cenário: "o estresse e a ansiedade podem contribuir fortemente para sua aparição, causando desconforto em diversas regiões em forma de eczemas". 

     

     

    Descubra quais são os impactos da ansiedade na pele ALTO ASTRAL
    Descubra quais são os impactos da ansiedade na peleALTO ASTRAL

     

    Embora já pareçam muitos problemas, a lista não para por aí! A dermatologista lembra do melasma, um vilão que aparece com mais frequência em mulheres jovens e se caracteriza por manchas castanho-escuras na pele, geralmente no rosto. 

    Ela explica que essa hiperpigmentação acontece em decorrência da produção excessiva de cortisol, um hormônio afetado pelo estresse, que estimulará os melanócitos - células responsáveis pela pigmentação - culminando nesses sinais. 

    Essa relação é explicada também por estudos, os quais comprovam que impactos emocionais ativam o gene proopiomelanocortin, incitando a pele a produzir mais pigmento.

    Tratando as psicodermatoses

    A especialista reforça que essas doenças podem aparecer ou piorar mesmo quando o paciente não sai de casa e mantém uma rotina de skincare diária. Assim, é imprescindível recorrer a um tratamento completo envolvendo pele e emocional.

    "É preciso buscar formas para tentar lidar com a situação atual, como ter noites de sono saudáveis, buscar auxílio da terapia e praticar alguma atividade física para manter o equilíbrio entre a saúde física e mental", reforça a médica

    Por isso, no surgimento de algum sintoma ou agravamento de condições já existentes, é fundamental procurar um dermatologista para receber as orientações corretas e tratar essas questões com supervisão do profissional. Além disso, psicólogos poderão complementar com recursos terapêuticos, de modo a aliviar o estresse e a ansiedade.

    Fonte: https://lifestyle.r7.com/beleza/alto-astral/descubra-quais-sao-os-impactos-da-ansiedade-na-pele-01062021
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