**Morador de Uberlândia mantém coleção de álbuns da Copa há quase 50 anos e guarda lembranças de família**

Edson Luis Franco, de 55 anos, coleciona figurinhas desde a infância e conserva completos os álbuns a partir da Copa de 1994, hábito que hoje divide com as filhas.

02/06/2026 às 06:59 por Redação Plox

Folhear um álbum de figurinhas da Copa do Mundo, para o uberlandense Edson Luis Franco, é voltar no tempo. Aos 55 anos, ele mantém há quase cinco décadas o costume de colecionar figurinhas do torneio e preserva, completos e bem conservados, os álbuns das edições desde a Copa de 1994, disputada nos Estados Unidos.

Lourenço Lori, avô de Edson

Lourenço Lori, avô de Edson.

Foto: Reprodução/Redes Sociais


A história começou na infância. Edson lembra que o interesse surgiu quando tinha 7 anos, mas foi aos 9 que ganhou o primeiro álbum marcante: um caderno de uma marca de chicletes com jogadores da Copa de 1978. Esse material se perdeu com o tempo, mas, para ele, foi o ponto de partida de uma tradição que atravessou fases da vida, mudanças de cidade e a chegada da vida adulta.

Do presente do avô ao ritual a cada quatro anos

Edson ao lado da família

Edson ao lado da família.

Foto: Reprodução/Redes Sociais


Natural de São Paulo (SP) e morando em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Edson conta que um momento decisivo veio aos 22 anos, quando recebeu do avô, Lourenço Lori, o álbum da Copa de 1994. A partir dali, a coleção ganhou novo fôlego — e também um componente afetivo: além do incentivo ao futebol, ele recorda que o avô teve influência até na escolha do time do coração.

Completar um álbum, porém, nem sempre foi simples. Edson relata que, já adulto, precisava equilibrar gastos e prioridades, comprando pacotes quando dava e recorrendo às trocas de figurinhas repetidas. O álbum de 1994, por exemplo, só foi finalizado quatro meses depois do fim do Mundial.

Memória, família e paixão pelo futebol

Acervo particular de Edson

Acervo particular de Edson.

Foto: Reprodução/Redes Sociais


Hoje, a tradição também faz parte da rotina familiar. Com a aproximação de cada Copa, parentes cobram a chegada do novo álbum, como se o torneio só

começasse de verdade
quando as páginas e as figurinhas se espalham pela sala. Edson diz que o hábito virou ainda uma forma de dividir tempo e carinho com as filhas, Iana e Anahi.

Entre seleções históricas, craques e figurinhas difíceis, ele resume a experiência em uma palavra:

“evolução”
— tanto do futebol quanto da própria vida registrada, edição após edição, em papel, cola e lembranças. Não foi informado se Edson pretende montar o álbum da Copa de 2026, mas ele afirma que abrir um pacote ainda provoca o mesmo entusiasmo da infância.

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