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Folhear um álbum de figurinhas da Copa do Mundo, para o uberlandense Edson Luis Franco, é voltar no tempo. Aos 55 anos, ele mantém há quase cinco décadas o costume de colecionar figurinhas do torneio e preserva, completos e bem conservados, os álbuns das edições desde a Copa de 1994, disputada nos Estados Unidos.
Lourenço Lori, avô de Edson.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A história começou na infância. Edson lembra que o interesse surgiu quando tinha 7 anos, mas foi aos 9 que ganhou o primeiro álbum marcante: um caderno de uma marca de chicletes com jogadores da Copa de 1978. Esse material se perdeu com o tempo, mas, para ele, foi o ponto de partida de uma tradição que atravessou fases da vida, mudanças de cidade e a chegada da vida adulta.
Edson ao lado da família.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Natural de São Paulo (SP) e morando em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Edson conta que um momento decisivo veio aos 22 anos, quando recebeu do avô, Lourenço Lori, o álbum da Copa de 1994. A partir dali, a coleção ganhou novo fôlego — e também um componente afetivo: além do incentivo ao futebol, ele recorda que o avô teve influência até na escolha do time do coração.
Completar um álbum, porém, nem sempre foi simples. Edson relata que, já adulto, precisava equilibrar gastos e prioridades, comprando pacotes quando dava e recorrendo às trocas de figurinhas repetidas. O álbum de 1994, por exemplo, só foi finalizado quatro meses depois do fim do Mundial.
Acervo particular de Edson.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Hoje, a tradição também faz parte da rotina familiar. Com a aproximação de cada Copa, parentes cobram a chegada do novo álbum, como se o torneio só
começasse de verdadequando as páginas e as figurinhas se espalham pela sala. Edson diz que o hábito virou ainda uma forma de dividir tempo e carinho com as filhas, Iana e Anahi.
Entre seleções históricas, craques e figurinhas difíceis, ele resume a experiência em uma palavra:
“evolução”— tanto do futebol quanto da própria vida registrada, edição após edição, em papel, cola e lembranças. Não foi informado se Edson pretende montar o álbum da Copa de 2026, mas ele afirma que abrir um pacote ainda provoca o mesmo entusiasmo da infância.