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O Tribunal do Júri de Ribeirão Preto (SP) condenou o policial militar Maicon Oliveira dos Santos a 48 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela morte de Júlia Ferraz Signoretto, de 27 anos.
Instante em que o policial militar Maicon Oliveira dos Santos dispara contra dois homens em uma moto em Ribeirão Preto, SP.
Foto: Reprodução/Câmeras de segurança
A jovem foi atingida por um disparo na madrugada de 14 de agosto de 2023, quando saía de uma casa noturna na Avenida Independência, uma das vias mais movimentadas da cidade.
Tiro perfurou pulmão e coração, e a jovem morreu no local.
Foto: Redes Sociais
A condenação foi registrada na segunda-feira (01/06/2026), conforme apuração do g1.
De acordo com as informações publicadas pelo g1, o policial foi condenado por homicídio consumado qualificado e por duas tentativas de homicídio qualificadas, relacionadas aos disparos feitos contra dois homens em uma motocicleta.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o PM se aproxima de dois homens, também em uma moto, e efetua vários disparos.
No instante dos tiros, Júlia atravessava o canteiro central da avenida com outra pessoa e acabou atingida.
O advogado da família afirmou ao g1 que o réu não demonstrou arrependimento durante o processo, enquanto a defesa sustenta que houve legítima defesa.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ainda segundo a reportagem do g1, o tiro perfurou pulmão e coração, e a jovem morreu no local.
Na época, a ocorrência foi atendida e o policial afirmou que agiu em legítima defesa, dizendo ter reagido a uma tentativa de assalto.
Já os homens apontados como autores do suposto crime negaram a acusação; eles foram identificados após darem entrada em uma unidade de pronto atendimento com ferimentos nos pés, conforme a apuração do g1.
O julgamento começou na manhã de 01/06 e terminou à noite no Fórum de Ribeirão Preto, com a oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além de debates entre promotoria e defesa.
Presídio militar Romão Gomes, onde o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto está preso pelo feminicídio da esposa, a soldado PM Gisele Alves Santana.
Foto: Divulgação/TJMSP
O advogado da família afirmou ao g1 que o réu não demonstrou arrependimento durante o processo, enquanto a defesa sustenta que houve legítima defesa e informou que vai recorrer da decisão.
O PM havia sido preso na época do crime, mas respondeu ao processo em liberdade e atuava em funções administrativas.
Após a sentença, ele deixou o fórum preso e foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, unidade da PM destinada ao recolhimento de militares presos ou condenados, conforme informações públicas sobre o estabelecimento.