Nico Williams entrega medalha à mãe após ajudar Espanha a conquistar Copa do Mundo
Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
Acesso a creches cresce, mas quase 6 em cada 10 crianças de até 3 anos seguem fora.
Foto: Angelo Miguel/MEC
O crescimento foi de 11,4 pontos percentuais em nove anos e de dois pontos na comparação com 2024, quando o índice estava em 39,7%. Apesar do avanço, aproximadamente 58% das crianças dessa faixa etária continuavam sem acesso à educação infantil. Ao todo, 9,4 milhões de crianças de até 5 anos estavam matriculadas em escolas ou creches no país.
Entre as crianças de 4 e 5 anos, idade em que a matrícula é obrigatória, a taxa de escolarização chegou a 94,9% em 2025, o maior nível da série e 1,4 ponto percentual acima do resultado de 2024. Mesmo assim, o país ainda não alcançou a universalização dessa etapa. A rede pública concentrava 78,7% das matrículas da educação infantil.
As diferenças regionais permanecem expressivas. Nenhuma das cinco grandes regiões atingiu a antiga meta de atender pelo menos metade das crianças de 0 a 3 anos. O Sul apresentou a maior cobertura, com 47,9%, seguido pelo Sudeste, com 47,8%. No Norte, apenas 23,9% das crianças dessa idade frequentavam creche ou escola.
A decisão dos pais ou responsáveis foi o motivo mais citado para a criança não frequentar uma creche: 64,1% dos casos entre bebês de até 1 ano e 57,1% entre crianças de 2 e 3 anos. A falta de estabelecimento na localidade, a ausência de vaga ou a recusa da matrícula devido à idade apareceu em 28,1% e 33,4% das respostas, respectivamente. Norte e Nordeste registraram as maiores dificuldades relacionadas à oferta.
O novo Plano Nacional de Educação, sancionado em abril de 2026, ampliou o objetivo para a próxima década. A legislação prevê atender toda a demanda manifesta por vagas e alcançar, em nível nacional, pelo menos 60% das crianças de até 3 anos. Estados e municípios também deverão elaborar ou atualizar seus próprios planos de educação em consonância com as metas nacionais.
Uma das iniciativas federais voltadas à expansão do atendimento é o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil. O Ministério da Educação prevê mais de R$ 406 milhões para as ações em 2026 e 2027, com apoio técnico e financeiro aos estados e municípios que aderirem à política.