Quase 6 em cada 10 crianças de até 3 anos seguem fora de creches e escolas no Brasil em 2025

A cobertura na faixa de 0 a 3 anos chegou a 41,7% (cerca de 4,1 milhões), acima dos percentuais de 2016 e 2024; entre 4 e 5 anos, a escolarização foi de 94,9%.

02/07/2026 às 08:53 por Redação Plox

O acesso à educação infantil avançou no Brasil, mas ainda está distante das metas nacionais. Em 2025, 41,7% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam creches ou escolas, o equivalente a cerca de 4,1 milhões. Em 2016, no início da série histórica, a cobertura era de 30,3%


Acesso a creches cresce, mas quase 6 em cada 10 crianças de até 3 anos seguem fora.

Foto: Angelo Miguel/MEC


O crescimento foi de 11,4 pontos percentuais em nove anos e de dois pontos na comparação com 2024, quando o índice estava em 39,7%. Apesar do avanço, aproximadamente 58% das crianças dessa faixa etária continuavam sem acesso à educação infantil. Ao todo, 9,4 milhões de crianças de até 5 anos estavam matriculadas em escolas ou creches no país.

Pré-escola se aproxima da universalização

Entre as crianças de 4 e 5 anos, idade em que a matrícula é obrigatória, a taxa de escolarização chegou a 94,9% em 2025, o maior nível da série e 1,4 ponto percentual acima do resultado de 2024. Mesmo assim, o país ainda não alcançou a universalização dessa etapa. A rede pública concentrava 78,7% das matrículas da educação infantil.

As diferenças regionais permanecem expressivas. Nenhuma das cinco grandes regiões atingiu a antiga meta de atender pelo menos metade das crianças de 0 a 3 anos. O Sul apresentou a maior cobertura, com 47,9%, seguido pelo Sudeste, com 47,8%. No Norte, apenas 23,9% das crianças dessa idade frequentavam creche ou escola.

Falta de vagas ainda limita atendimento

A decisão dos pais ou responsáveis foi o motivo mais citado para a criança não frequentar uma creche: 64,1% dos casos entre bebês de até 1 ano e 57,1% entre crianças de 2 e 3 anos. A falta de estabelecimento na localidade, a ausência de vaga ou a recusa da matrícula devido à idade apareceu em 28,1% e 33,4% das respostas, respectivamente. Norte e Nordeste registraram as maiores dificuldades relacionadas à oferta.

Novo PNE eleva meta para 60%

O novo Plano Nacional de Educação, sancionado em abril de 2026, ampliou o objetivo para a próxima década. A legislação prevê atender toda a demanda manifesta por vagas e alcançar, em nível nacional, pelo menos 60% das crianças de até 3 anos. Estados e municípios também deverão elaborar ou atualizar seus próprios planos de educação em consonância com as metas nacionais.

Uma das iniciativas federais voltadas à expansão do atendimento é o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil. O Ministério da Educação prevê mais de R$ 406 milhões para as ações em 2026 e 2027, com apoio técnico e financeiro aos estados e municípios que aderirem à política.

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