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Mais de 140 mil domicílios de todas as regiões do Brasil serão visitados na terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), lançada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde. A coleta começa na próxima segunda-feira (6) e vai reunir informações para orientar políticas públicas e o planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Pesquisa do IBGE vai visitar 140 mil domicílios e coletar sangue e urina.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O levantamento será feito por amostragem, o que significa que apenas residências sorteadas receberão as equipes. Os moradores responderão a perguntas sobre hábitos de vida, doenças crônicas, condições de saúde, atendimento médico, planos de saúde, acidentes, violência e cuidados com a população idosa. As respostas dos participantes representarão estatisticamente o conjunto da população brasileira.
Uma das principais novidades da edição de 2026 será a coleta de sangue e urina de moradores selecionados com mais de 35 anos. Os materiais permitirão analisar indicadores como colesterol, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, além da presença de chumbo e mercúrio e de anticorpos relacionados à chikungunya.
Coleta terá exames inéditos.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A pesquisa também prevê a medição de peso, altura e pressão arterial. A coleta dos materiais biológicos será agendada e realizada no domicílio por profissional de laboratório, com acompanhamento de um representante do IBGE e uso de materiais descartáveis.
Os resultados serão usados para identificar doenças mais frequentes em cada região, avaliar o acesso da população a postos, hospitais e outros serviços e planejar ações de prevenção. O levantamento também ajudará no acompanhamento das desigualdades em saúde e de compromissos nacionais e internacionais assumidos pelo Brasil.
A PNS foi realizada anteriormente em 2013 e 2019. Segundo o Ministério da Saúde, as informações fornecidas pelos moradores são protegidas por sigilo e utilizadas apenas para fins estatísticos, sem divulgação de dados pessoais. As residências são escolhidas por sorteio, e um morador também pode ser selecionado para responder a uma parte específica do questionário.