Vídeo registra discussão antes de policial civil ser morto a tiros por amigo em Cascavel (PR)

Imagens anexadas ao inquérito mostram o início do desentendimento na casa de um advogado; após os dois saírem do alcance da câmera, três disparos são ouvidos.

02/07/2026 às 09:59 por Redação Plox

Um vídeo de câmera de segurança anexado ao inquérito da Polícia Civil do Paraná (PCPR) registrou a discussão que antecedeu a morte do agente de Polícia Judiciária João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos, baleado na noite de domingo (28/06/2026) em Cascavel, no Oeste do Paraná.

Amigo mata policial em Cascavel

Amigo mata policial em Cascavel

Foto: Polícia Civil do Paraná


As imagens mostram o policial pedindo para o amigo abaixar a arma e mencionando a relação de amizade entre os dois momentos antes dos disparos.

O investigado é o advogado Jean Oliver José Garcia, de 45 anos, que foi preso em flagrante e indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.

A defesa, procurada por veículos de imprensa, informou que não iria se manifestar.

O que aparece no vídeo e como a discussão começou

Vídeo registra discussão por causa de batidas no portão de casa instantes antes de policial ser morto por amigo no Paraná

Vídeo registra discussão por causa de batidas no portão de casa instantes antes de policial ser morto por amigo no Paraná

Foto: Reprodução


De acordo com a investigação, João Ezequiel foi até a casa de Jean Oliver para buscar a esposa, que participava de uma confraternização.

Ainda conforme a apuração policial, o desentendimento teria começado porque o interfone estava quebrado e o policial bateu no portão para ser atendido, o que irritou o morador.

No registro, Jean aparece saindo da residência com uma arma na mão.

O policial também estava armado, mas tenta conter a situação e pede que o amigo abaixe a arma, mencionando que não queria atirar nele.

Em seguida, os dois saem do alcance da câmera, e três disparos são ouvidos.

Investigação aponta três tiros e afasta, em princípio, legítima defesa

A Polícia Civil informou que a vítima foi atingida por três tiros, sendo um deles na cabeça, e que a dinâmica registrada no local indica que João Ezequiel não teve tempo de reagir.

Para os investigadores, a quantidade de disparos e a sequência dos fatos afastam, em princípio, a hipótese de legítima defesa.

Quem era o policial

João Ezequiel ingressou na PCPR em 2010 e era lotado na Delegacia de Polícia de Santa Tereza do Oeste.

Em nota oficial, a Polícia Civil do Paraná lamentou a morte do servidor e manifestou condolências à família e amigos.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que deve concluir o inquérito com base em diligências e laudos técnicos já reunidos no procedimento.

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