Viúva agradece apoio após vídeo sobre apostas on-line e morte de tenente da PM de Goiás

Enfermeira Raquel Maria de Oliveira Negrão diz que relato busca alertar outras pessoas; não há laudo que estabeleça causa oficial da morte.

02/07/2026 às 13:52 por Redação Plox

A enfermeira Raquel Maria de Oliveira Negrão agradeceu o apoio recebido após compartilhar nas redes sociais a história do marido, o tenente da Polícia Militar de Goiás Danilo Lopes Negrão. O policial morreu aos 41 anos, em 2023. Segundo a viúva, nos meses anteriores à morte, ele enfrentou problemas com apostas on-line e acumulou dívidas próximas de R$ 1 milhão



Viúva de tenente que enfrentou vício em bets agradece apoio após vídeo superar 100 mil visualizações.

Vídeo: Redes Sociais/raquelquell_20/Instagram


Relato ganhou repercussão nas redes

O primeiro vídeo foi publicado em 24 de junho, após a partida entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo. Na gravação, Raquel pediu que as pessoas não começassem a apostar e relatou os impactos emocionais e financeiros vividos pela família. A publicação ultrapassou 100 mil visualizações e provocou uma onda de mensagens de apoio.

Em uma nova manifestação, a enfermeira afirmou que não esperava tamanha repercussão.

Se eu tiver ajudado uma pessoa que seja, com o meu alerta, com o meu vídeo, eu já vou ficar muito feliz declarou.

Apostas começaram durante a Copa de 2022

De acordo com Raquel, Danilo começou a apostar durante a Copa do Mundo de 2022. Inicialmente, ele teria conseguido ganhos, mas passou a perder quantias cada vez maiores e a buscar empréstimos para continuar jogando. Após a morte do marido, ela encontrou no computador uma planilha com registros de valores devidos a bancos, amigos e outras pessoas. 


Policial morreu aos 41 anos, em 2023.

Foto: Reprodução/Redes Sociais/raquelquell_20/Instagram


A viúva também relatou que o policial apresentou ansiedade e depressão durante o período de endividamento. Familiares tentaram ajudá-lo e buscaram acompanhamento médico e psicológico. As fontes consultadas não apresentam laudo que estabeleça a causa oficial da morte, por isso os impactos atribuídos às apostas são apresentados como relato da família.

Sinais de alerta e onde buscar ajuda

O Ministério da Saúde aponta como sinais de risco a dificuldade de reduzir ou interromper as apostas, mudanças de humor, tentativas de recuperar valores perdidos, comprometimento das finanças e prejuízos nos relacionamentos e no trabalho. O atendimento pode ser procurado em Unidades Básicas de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial, além do serviço de teleatendimento disponível pelo aplicativo Meu SUS Digital.

Também é possível solicitar, pela plataforma Gov.br, o bloqueio voluntário do acesso a todas as casas de apostas autorizadas pelo Ministério da Fazenda. Pessoas em sofrimento emocional ou com pensamentos de tirar a própria vida podem buscar apoio gratuito e sigiloso no Centro de Valorização da Vida, pelo telefone 188, disponível 24 horas.

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