VSR lidera casos de vírus respiratórios no Brasil, e Fiocruz aponta alta no Sul e em MG

Boletim InfoGripe indica crescimento também em áreas do Sudeste e avanço em outras regiões; influenza A concentrou 38,3% das mortes com vírus identificado.

02/07/2026 às 11:24 por Redação Plox

O vírus sincicial respiratório (VSR) mantém elevada a ocorrência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. No boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o agente respondeu por 53,1% dos casos positivos para vírus respiratórios analisados nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes. A influenza A, por outro lado, concentrou a maior proporção de mortes, com 38,3% dos óbitos que tiveram vírus identificado.

Os casos associados ao VSR apresentam crescimento nos três estados da Região Sul e em áreas do Sudeste, incluindo Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O avanço também foi observado em estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre os casos positivos, o rinovírus apareceu em 23,9%, seguido pela influenza A, com 16,4%, influenza B, com 7,9%, e Covid-19, com 2%.


Os principais vírus da síndrome são a Influenza A (H1N1 e H3N2) e o vírus sincicial respiratório (VSR)

Os principais vírus da síndrome são a Influenza A (H1N1 e H3N2) e o vírus sincicial respiratório (VSR)

Foto: Prefeitura/Divulgação


Bebês e idosos têm maior risco de complicações

Embora possa infectar pessoas de qualquer idade, o VSR representa maior risco para bebês, idosos e pacientes com doenças crônicas. O vírus está relacionado a cerca de 75% dos casos de bronquiolite e a aproximadamente 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Em idosos e pessoas com problemas cardíacos, pulmonares, diabetes ou baixa imunidade, a infecção pode provocar pneumonia, necessidade de oxigênio e internação.

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com gripe ou resfriado, incluindo tosse, coriza, febre, congestão nasal, espirros e chiado no peito. Como diferentes vírus respiratórios provocam manifestações semelhantes, a confirmação do agente pode depender de testes laboratoriais. Não há antiviral específico de uso rotineiro contra o VSR, e o tratamento é direcionado ao controle dos sintomas e ao suporte respiratório nos casos mais graves.

Vacina está disponível para gestantes no SUS

O Sistema Único de Saúde oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, em dose única a cada gestação. A imunização permite que anticorpos produzidos pela mãe sejam transferidos ao bebê pela placenta, reduzindo o risco de doença grave e hospitalização nos primeiros meses de vida. O SUS também incorporou o nirsevimabe, anticorpo monoclonal destinado a crianças prematuras e bebês com determinadas condições de saúde, conforme os critérios do Ministério da Saúde.

Na rede privada, há vacinas destinadas a idosos e adultos com maior risco de complicações. A indicação varia conforme o imunizante, a idade, a presença de comorbidades e a avaliação médica. Em abril de 2026, a Anvisa ampliou para adultos a partir dos 18 anos a autorização de uso de uma das vacinas registradas no país.

Máscara e isolamento reduzem a transmissão

Pessoas com sintomas respiratórios devem evitar contato com bebês, idosos e pacientes com doenças cardíacas ou pulmonares. Permanecer em casa durante o período sintomático, usar máscara quando for necessário sair, higienizar as mãos e manter os ambientes ventilados ajudam a diminuir a disseminação dos vírus.

Dificuldade para respirar, respiração acelerada, coloração arroxeada nos lábios, sonolência excessiva, confusão mental, recusa alimentar em crianças ou piora rápida do quadro exigem atendimento médico. A orientação é procurar uma unidade de saúde sem demora diante de sinais de agravamento.

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