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    Descoberta inusitada: umbigo abriga até 70 variedades de bactérias

    Biólogo ressalta que 99,995 dos micro-organismos encontrados nessa região são inofensivos

    Por Plox

    02/08/2023 07h22 - Atualizado há 7 meses

    O corpo humano abriga uma infinidade de micro-organismos. Uma pesquisa recente, conduzida por uma equipe de biólogos da Universidade da Carolina do Norte nos Estados Unidos, revelou que o umbigo, uma região do corpo pouco explorada cientificamente, pode ser o lar de até 67 tipos diferentes de bactérias.

    A pesquisa faz parte do "Projeto de Biodiversidade do Umbigo", que foi iniciado há mais de dez anos pelo biólogo Rob Dunn. Apesar da grande variedade de bactérias, os resultados indicam que poucas espécies se apresentam de maneira frequente, estando presentes em mais de 80% das pessoas.

     

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    "Oligarcas": As Bactérias mais Frequentes

    Essas bactérias predominantes são chamadas pelos pesquisadores de "oligarcas". Elas tendem a ser mais similares entre si do que com outras bactérias, sugerindo que possuem adaptações específicas para sobreviver em nosso corpo. Tais descobertas apontam para uma previsibilidade na presença dessas bactérias no umbigo.

    Os filotipos bacterianos identificados referem-se a grupos ou categorias de bactérias, definidos com base em suas características genéticas e relações evolutivas. Essa classificação permite a compreensão da diversidade e evolução desses micro-organismos.

    Diversidade do Microbioma do Umbigo

    A pele do umbigo é dominada por uma variedade de bactérias, entre elas Staphylococci, Corynebacteria, Actinobacteria, Clostridiales, Bacilli e Gammaproteobacteria. Uma bactéria rara, a Enterococcus mundtii, foi identificada em uma amostra retirada do próprio umbigo do biólogo Rob Dunn. Esta bactéria, curiosamente, é encontrada também em soja e mariposas.

    Importância das Bactérias para a Saúde

    Segundo Dunn, 99,99% das bactérias que habitam nosso corpo são benéficas para nós. De fato, os autores sugerem que a presença de filotipos raros e pouco frequentes na pele do umbigo pode ter um papel benéfico na função imunológica da pele e nas alergias. Portanto, é recomendado não abusar de sabonetes ou medicamentos antibióticos, pois podem eliminar as espécies benéficas.

    O estudo também aponta a presença surpreendente de três filotipos de Archaea, um grupo de micro-organismos unicelulares que geralmente são encontrados em ambientes extremos, como vulcões ou fontes termais muito quentes, mas nunca antes relatados na pele humana.

    Higiene e Cuidados

    Apesar das descobertas, a higiene do umbigo deve ser a mesma que as demais partes do corpo. Embora abrigue um diversificado ecossistema de bactérias, isso não implica que deva ser limpo de forma diferente das outras partes do corpo. As bactérias habitantes em nossa pele possuem funções importantes e são, na sua maioria, benéficas para nós. Eliminar essas espécies, segundo Dunn, pode tornar uma pessoa mais doente se as espécies erradas forem erradicadas.

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