ANM eleva risco de barragem da Vale em Mariana (MG) após apontar problemas

Fiscalização apontou alterações na conservação dos taludes e necessidade de intervenções na drenagem da barragem Campo Grande.

02/09/2026 às 23:16 por Redação Plox

A Agência Nacional de Mineração (ANM) elevou de baixa para média a Categoria de Risco (CRI) da barragem Campo Grande, da Vale, em Mariana, na região Central de Minas Gerais. A mudança ocorreu após uma fiscalização apontar alterações no estado de conservação dos taludes e necessidade de intervenções em estruturas de drenagem.

Barragem Campo Grande tem altura de prédio de 30 andares

Barragem Campo Grande tem altura de prédio de 30 andares

Foto: VideoDelivery / Divulgação / Vale

A alteração consta no boletim mensal da ANM referente a julho de 2026 e foi registrada sete meses após a Vale anunciar a conclusão das obras de descaracterização da barragem, em dezembro de 2025.

Fiscalização apontou necessidade de manutenção

Segundo a ANM, foram identificadas condições como necessidade de revegetação dos taludes e assoreamento em alguns dispositivos de drenagem superficial. A agência informou, porém, que os problemas encontrados não indicam potencial comprometimento da segurança da estrutura.

A classificação de risco considera características técnicas da barragem, o estado de conservação e a conformidade do Plano de Segurança da Barragem. O índice é utilizado pela agência para orientar ações de fiscalização e acompanhamento.

A Vale informou que a estrutura permanece estável e segura, sem nível de alerta ou emergência, e afirmou que a barragem continua sendo monitorada 24 horas por dia pelos Centros de Monitoramento Geotécnico da empresa.

Estrutura tem 94 metros de altura

A barragem Campo Grande foi construída em 1998 e possui 94 metros de altura, equivalente a um prédio de cerca de 30 andares. A estrutura integra o complexo da Vale em Mariana e é classificada pelo Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens como de alto dano potencial associado.

A descaracterização realizada pela mineradora incluiu a retirada das características de barramento, reconfiguração da estrutura, reforços, adequações no sistema de drenagem e outras intervenções técnicas. Mesmo após esse processo, a estrutura segue sob acompanhamento dos órgãos responsáveis.

A ANM estabelece que, após a conclusão das obras de descaracterização, o monitoramento permanece ativo por um período mínimo de dois anos antes da adoção de um acompanhamento de longo prazo.

Obras de outras barragens seguem em andamento

Além da Campo Grande, outras estruturas da Vale em Mariana também passam por processos de descaracterização. Segundo informações divulgadas pela empresa e pela ANM, as barragens Doutor e Xingu têm cronogramas previstos para conclusão em anos posteriores.

A Agência Nacional de Mineração informou que o acompanhamento das barragens de mineração continua sendo feito por meio de inspeções, análise de documentos técnicos, dados de instrumentação e fiscalizações presenciais e remotas.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a