Pesquisa Quaest mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
Os dois registram 41% das intenções de voto; levantamento também aponta Lula à frente no primeiro turno e recuo de Augusto Cury.
Ex-integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender publicamente a apuração das revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Até o início da tarde desta quarta-feira (2), Lula não havia se manifestado publicamente sobre o episódio.
O presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes
Foto: (Joédson Alves/Agência Brasil)
Simone Tebet, Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Paulo Pimenta adotaram discursos favoráveis ao esclarecimento dos fatos após a divulgação de mensagens encontradas no celular de Vorcaro e incluídas em relatório da Polícia Federal. O material está no centro de uma crise que aumentou a pressão política e institucional sobre Moraes.
Haddad afirmou que o caso precisa ser investigado independentemente de quem esteja envolvido e sustentou que
ninguém está acima da lei. Simone Tebet também cobrou tratamento igual para todos os citados nas apurações. Paulo Pimenta, por sua vez, defendeu que denúncias consideradas graves sejam investigadas sem distinção política.
Gleisi Hoffmann afirmou que não considera um eventual processo de impeachment de ministro do Supremo um assunto proibido, ressaltando que cabe ao Senado analisar esse tipo de procedimento e que,
se tiver crime, tem que terresponsabilização.
A pressão ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira. O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou oficialmente que a Corte analisa os fatos e anunciará nos próximos dias as medidas que considerar cabíveis e necessárias. Fachin destacou que a autoridade de um ministro do Supremo implica deveres, limites e responsabilidades e afirmou que a situação exige encaminhamento institucional.
As mensagens envolvendo Vorcaro e Moraes vieram a público no âmbito das investigações do caso Banco Master. Reportagens baseadas no material da Polícia Federal apontam que o banqueiro buscou o ministro em meio ao avanço das investigações. As circunstâncias e eventuais consequências jurídicas desses contatos ainda estão sob análise das autoridades competentes.
A postura dos antigos auxiliares contrasta, até agora, com a de Lula. A Veja registrou que o presidente vinha mantendo interlocução próxima com Moraes e relatou encontros recentes entre os dois. A crise ocorre ainda em plena campanha eleitoral, cenário em que adversários do presidente já tentam associar politicamente o caso à relação de Lula com o ministro do STF.
Até o início da tarde desta quarta-feira, não havia sido localizada manifestação pública de Lula especificamente sobre as mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro. No STF, a expectativa agora se concentra nas providências que Fachin afirmou que serão anunciadas após a análise institucional do caso.