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    Desvios em verbas de gabinetes levam à condenação de vereadores em Paracatu

    Ministério Público de Minas Gerais investiga após denúncia de morador sobre uso de notas fiscais fraudulentas

    Por Plox

    02/10/2023 09h36 - Atualizado há 5 meses

    O estopim para uma ampla investigação na Câmara Municipal de Paracatu, Minas Gerais, foi uma "conversa atravessada" em um restaurante. Nesse contexto, um assessor parlamentar foi flagrado solicitando uma nota fiscal para justificar gastos com verbas parlamentares. Esse episódio, ocorrido no início de 2016, gerou suspeitas e resultou no acionamento do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

    (foto: Divulgação / Câmara Municipal de Paracatu)

    Irregularidades e descobertas

    Durante as investigações, conduzidas pela promotora Mariana Duarte Leão, vários indícios de irregularidades vieram à tona. A promotora, ao analisar despesas, identificou peculiaridades na locação de veículos. "Na época não existia uma locadora de veículos na cidade", disse Mariana, acrescentando que foram identificadas oscilações nos valores das diárias e evidências de manutenção em veículos alugados.

    Os vereadores, ainda no período legislativo de 2013 a 2016, aprovaram um aumento considerável na verba de gabinete, passando de R$ 4.500 para R$ 8.000 mensais. Porém, segundo as investigações, esses valores estavam sendo desviados por meio de notas fiscais falsificadas.

    Consequências das investigações

    Após a descoberta das irregularidades, a Câmara Municipal de Paracatu tomou medidas corretivas, eliminando as verbas de gabinetes. "Hoje em dia, o material gráfico é fornecido pela própria Câmara", esclareceu a promotora Mariana. Ela ainda explicou que a Câmara agora possui veículos e motoristas próprios para deslocamentos oficiais.

    No total, aproximadamente 60 pessoas, incluindo vereadores, assessores e comerciantes, foram investigadas e denunciadas. O montante desviado dos cofres públicos com as verbas de gabinete oscila entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

    A promotora Mariana Duarte Leão ressaltou a importância da participação cidadã no processo. "Foi através da sociedade civil que veio a investigação. De certa forma, vejo que o país está evoluindo", concluiu.

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