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    Mulheres empreendedoras dão dicas de como vender sua startup para grandes empresas

    universo das startups ainda é majoritariamente dominado por homens, que são maioria na área de tecnologia e negócios

    Por Plox

    02/11/2021 12h34 - Atualizado há 29 dias

    O universo das startups ainda é majoritariamente dominado por homens, que são maioria na área de tecnologia e negócios. No cenário brasileiro, a diferença é grande: segundo o Female Founders Report 2021, menos de 5% das startups são fundadas apenas por mulheres, e apenas 5% tem uma equipe mista no quadro de fundadores; as outras 90% foram criadas por homens. No entanto, isso não quer dizer que as mulheres não tenham grandes cases de empreendedorismo, como é o caso de Stéphanie Fleury, fundadora da DinDin, e Marcela Graziano, que criou a Smarket.

    Mulheres empreendedoras - Foto: Agência Brasil 

     

    Histórias como as delas são, além de inspiração para que mais mulheres façam parte do ecossistema de inovação brasileiro, exemplos de startups que foram muito bem sucedidas em negociações no chamado “early exit”, o estágio inicial, como se chamam as aquisições realizadas quando a startup tem menos de cinco anos. A DinDin de Stéphanie Fleury foi vendida para o Bradesco em setembro de 2020, e a Smarket de Marcela Graziano teve o acordo de aquisição pela Neogrid anunciado em março de 2021. 

    A partir da experiência de empreender e de realizar uma saída antecipada, Stéphanie e Marcela dão algumas dicas de como vender startups para grandes empresas. As histórias completas das duas administradoras e outros cases como os delas estão no livro “Saída de Mestre: estratégias para a compra e venda de uma startup”, de João Cristofolini e Eduardo Cosomano, publicado pela Editora Gente, que está em pré-venda pelo site saidademestre.com.br.

    O livro conta com prefácio de Camila Farani, investidora-anjo e uma dos tubarões do Shark Tank Brasil. Ela explica que o nível de conhecimento sobre o mercado é determinante para receber o sim de um investidor. “Quanto mais o empreendedor conhecer o mercado local e os outros mercados que desenvolveram soluções parecidas com a que ele quer oferecer, mais maturidade terá para lidar com os muitos desafios da jornada”, indica Camila. Confira as dicas das empreendedoras:

    Tudo em ordem

    A principal recomendação de Stéphanie é “deixar o negócio redondo”. Segundo ela, a aquisição da DinDin pelo Bradesco aconteceu por diversos fatores: era a empresa certa, o time certo, na hora certa, mas o fato de estar tudo em dia — contabilidade, tributário, administrativo — contribuiu para que a negociação fosse feita com tranquilidade.

    Nos quatro anos entre a fundação da DinDin e a negociação com o Bradesco, passaram por uma rodada de captação em que conseguiram R$ 600 mil em investimentos e houve momentos em que a própria Stéphanie investiu dinheiro do bolso (“bootstraping”). Na época, o equity crowdfunding ainda era novidade no cenário nacional, e as startups não tinham a mesma visibilidade que têm hoje. “Os investidores estavam procurando alguém que já tivesse um track record em startups, ou um registro anterior de exit. Esse é um grupo muito seleto de pessoas, normalmente formado por homens. As portas para acesso ao capital estavam fechadas para nós”, diz ela.

    Hora certa

    Segundo Marcela, uma das principais motivações para efetivar o acordo de aquisição foi estar negociando com uma empresa que estava alinhada aos seus objetivos e estratégias pessoais. Mas é claro que a decisão não foi tão simples, e a empreendedora estava frente a um dilema entre efetivar a venda na hora, ou passar por novas rodadas de captação, com a possibilidade de vender mais tarde, com a avaliação da empresa chegando a R$ 60 milhões.

    No entanto, Marcela pesou todas as possibilidades e identificou que, para chegar a esse valor, precisaria de mais tempo e mais rodadas de investimento. Mãe de um filho recém-nascido, ela soube identificar o momento certo para a venda. “A tecnologia está mudando muito rápido. Eu sempre soube que queria vender para a Neogrid, a gente tinha tudo a ver. Quando tudo bateu, vendi.”

    Stéphanie relata que, com a DinDin, foi algo parecido: quando os sócios perceberam o quanto o banco queria investir na proposta de uma carteira digital, decidiram que seria a melhor opção para acelerar o crescimento da startup. “Seria cada vez mais complicado tracionar, e entendemos que era hora de nos plugarmos a um gigante”, finaliza.

    Sobre “Saída de Mestre”

    O livro “Saída de Mestre: estratégias para compra e venda de uma startup” chega às livrarias e e-commerces de todo o Brasil pela Editora Gente. Assinado em parceria pelo fundador da Pegaki, João Cristofolini, e pelo jornalista especializado em startups e tecnologia e fundador da agência EDB Comunicação, Eduardo Cosomano, o livro conta com prefácio de Camila Farani, um dos tubarões do Programa Shark Tank Brasil e uma das principais investidoras anjo do País.

    A publicação conta a história da venda da Pegaki para a Intelipost e reúne outros 11 cases de empreendedores que venderam suas startups, como Stéphanie Fleury, fundadora da DinDin, comprada pelo Bradesco; Alfredo Soares, fundador da XTech, comprada pela VTEX; e Alexandre Messina, fundador da Pedala, comprada pela Ame. A obra conta também com a participação de executivos de grandes empresas, como Frederico Pompeu, sócio da BTG, Higor Franco, Diretor Geral da Locaweb, Marcos Sterenkrantz, Head da XP Ventures e Pierre Schurmann, da Nuvini.

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