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    PF investiga grupo de Caratinga acusado de atuar em esquema de imigração ilegal para os EUA

    Segundo a Polícia Federal, a investigação se iniciou após um mineiro ter sido encontrado morto na fronteira do México com os Estados Unidos

    Por Plox

    02/12/2020 18h02 - Atualizado há 11 meses

    Nesta quarta-feira (2), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Lei do Retorno, com o objetivo de apurar a atuação de um grupo da região de Caratinga, no Leste de Minas Gerais que estaria atuando em um esquema de entrada ilegal de brasileiros nos Estados Unidos da América (USA).

    De acordo com as investigações, o grupo teria submetido as vítimas a condições degradantes, cobravam entre U$ 15.000,00 e U$ 18.000,00 dos interessados em entrar clandestinamente nos EUA, fornecendo toda a logística da viagem. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Caratinga e Tarumirim, também no Leste de Minas Gerais.

    Conforme relatado pela Polícia Federal, os brasileiros permaneciam na fronteira do México com os EUA em condições degradantes, alojados juntamente com outros imigrantes ilegais de diversas nacionalidades, aguardando o momento mais propício para a travessia. Um destes brasileiros, morador da cidade de Tarumirim, foi preso em agosto deste ano pela US Border Patrol/EUA (Polícia de Fronteira dos EUA) ao tentar entrar ilegalmente em solo norte-americano, tendo sido enviado de volta para o México.

    Onze dias depois, esse morador de Tarumirim  foi encontrado morto em área da fronteira entre El Paso/México e Texas/EUA pela mesma US Border Patrol/EUA. Uma das linhas investigativas que visam apurar este homicídio considera a hipótese de que foi morto em decorrência da impossibilidade de arcar com dívidas assumidas junto aos “coiotes” mexicanos, que atuam em parceria com os agenciadores da região de Caratinga, que estão sendo investigados.

    Ainda segundo a PF, os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa e de promover, por qualquer meio, com o fim de obter vantagem econômica, a entrada ilegal de brasileiro em país estrangeiro, cujas penas somadas podem chegar a mais de nove anos de reclusão, se condenados.

    Cooperação Internacional

    Segundo a PF, a parceria entre a Polícia Federal e a agência US Customs and Boarder Protection (CBP) foi fundamental para a obtenção de informações que permitiram o início dos trabalhos investigativos. Os esforços em conjunto contaram com a participação da Polícia Federal, Ministério das Relações Exteriores, DHS (Department of Homeland Security), Departamento de Estado Americano e CBP.  A sólida parceria entre Brasil e Estados Unidos tem permitido a atuação da Polícia Federal lado a lado com a CBP, em uma das áreas mais procuradas pelos traficantes de seres humanos, a fronteira entre os EUA e o México. A partir de El Paso/TX a PF tem sido capaz de auxiliar nas investigações enviando, em tempo real ao Brasil, dados que permitam a identificação e captura dos criminosos.
     

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