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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter se reconciliado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro após a troca de críticas públicas envolvendo alianças do PL no Ceará. Nesta terça-feira (2/12), ele visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Flávio Bolsonaro afirmou que já fez as pazes com Michelle após desentendimentos em público
Foto: PL
Após a visita, Flávio relatou que conversou com o pai sobre o impasse durante os cerca de trinta minutos em que estiveram juntos. Ele reforçou que a reunião convocada pela direção do PL para a tarde desta terça-feira deve tentar colocar um ponto final no embate entre os filhos e Michelle.
O senador contou ter pedido desculpas à ex-primeira-dama e insistiu que conflitos internos devem ser resolvidos antes de virem a público. Segundo ele, o caso servirá de aprendizado para que decisões partidárias passem a ser tomadas de forma mais coordenada dentro da sigla.
Flávio relatou que, na conversa com o pai, defendeu a construção de uma rotina de decisões conjuntas no PL, especialmente em estados onde ainda não há definição sobre alianças eleitorais, como o Ceará. Ele afirmou que o episódio não deverá se repetir e que o objetivo é tomar “decisões mais conscientes” dentro do partido.
O desgaste começou no fim de semana, quando Michelle Bolsonaro repreendeu publicamente o deputado federal André Fernandes (PL-CE) por apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Na segunda-feira (1/12), Flávio avaliou que a madrasta havia “atropelado” Jair Bolsonaro ao criticar Fernandes, posição que foi endossada por seus irmãos.
Já nesta terça-feira, o senador adotou tom mais conciliador e declarou não ter “problema nenhum” com Michelle, embora tenha reiterado que discorda da forma como o episódio foi conduzido.
Ao defender que divergências internas não sejam expostas, Flávio reforçou a ideia de que “tem coisas que a gente tem que resolver antes de levar para público”. Para ele, decisões ainda em discussão não podem ser tratadas como se já estivessem definidas.
Além de comentar a crise familiar e política, Flávio Bolsonaro criticou a condução do projeto de lei da anistia pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele cobrou que o tema seja colocado em votação de alguma forma e afirmou que pretende procurar os dois ainda nesta terça-feira para fazer um apelo.
Segundo o senador, a demora em pautar o projeto causa insegurança e frustração entre os aliados, diante do que descreve como um cenário de “enrolação” e indecisão sobre a tramitação.
Caso o PL da Anistia avance para votação, o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), deve apresentar um texto focado na redução de penas de condenados por tentativa de golpe de Estado. A estratégia da oposição é apresentar um destaque para tentar incluir na proposta uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.