STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Uma megaoperação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um suposto esquema milionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que envolveria atacadistas, redes de supermercados e empresários do setor. Entre os alvos está o publicitário Marcos Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por atuar como operador do Mensalão.
O esquema envolveria a emissão de notas fiscais fictícias, a adulteração de registros contábeis e operações financeiras tidas como suspeitas
Foto: Divulgação/ Agência Brasil
Batizada de Operação Ambiente 186, a ação foi deflagrada nesta quarta-feira (2), com cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversas cidades mineiras. Segundo as apurações, o grupo teria deixado de recolher mais de R$ 215 milhões em ICMS aos cofres públicos.
De acordo com o MPMG, os investigados teriam constituído empresas de fachada para simular operações interestaduais e encobrir a verdadeira circulação das mercadorias. O esquema incluiria a emissão de notas fiscais falsas, manipulação de dados contábeis e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Esse método permitiria reduzir artificialmente os preços praticados, ampliando os lucros obtidos de forma ilegal e impactando diretamente a concorrência no setor. Após 18 meses de investigações, as autoridades apontam que os envolvidos se apropriavam de valores do imposto que deveria ser recolhido ao Estado, convertendo o montante em ganho próprio.
As análises avançam agora sobre o patrimônio dos suspeitos e eventuais indícios de lavagem de dinheiro. A investigação segue em andamento, e ainda não há informações públicas sobre prisões ou sobre o número de pessoas e empresas que podem ser responsabilizadas.