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Economia
Dólar inicia 2026 em forte queda e Ibovespa recua em dia de pressão sobre Petrobras
Moeda americana cai 1,24% no primeiro pregão do ano, influenciada pelos juros elevados no Brasil, enquanto Ibovespa cede 0,36% em meio a novas restrições da China à carne bovina e a um cenário eleitoral que pode aumentar a volatilidade
03/01/2026 às 08:59por Redação Plox
03/01/2026 às 08:59
— por Redação Plox
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O dólar iniciou 2026 em forte queda frente ao real no primeiro pregão do ano. A moeda americana encerrou esta sexta-feira (2) em baixa de 1,24%, cotada a R$ 5,4198. Em um dia de agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo, o real teve um dos melhores desempenhos entre as principais moedas globais, ampliando a volatilidade em função do menor volume de negócios.
Notas de dólar
Foto: pexels
No último pregão de 2025, na terça-feira (30), o dólar já havia recuado 1,6%, fechando a R$ 5,488 e acumulando desvalorização de 11,19% no ano. O movimento foi influenciado sobretudo pelo patamar elevado dos juros no Brasil, que atraiu capital estrangeiro e fortaleceu a moeda brasileira ao longo de 2025.
Dólar, fluxo cambial e cenário para 2026
Nesta sexta, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$ 8,410 bilhões em dezembro até o dia 26. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$ 15,047 bilhões no período, enquanto o canal comercial teve saldo positivo de US$ 6,637 bilhões no mesmo intervalo.
Para 2026, analistas projetam um cenário externo mais favorável ao real, ancorado na expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos. A avaliação, porém, é que esse ambiente positivo tende a encontrar limites com o avanço da disputa eleitoral, que tradicionalmente aumenta a percepção de risco e a volatilidade dos ativos locais.
Ibovespa oscila e sente Petrobras e exportadoras
O Ibovespa chegou a abrir em alta, mas perdeu força ao longo do dia e passou a operar no negativo, encerrando o pregão em queda de 0,36%, aos 160.539 pontos. O desempenho foi pressionado sobretudo pelas ações da Petrobras, influenciadas pelo recuo do preço do petróleo no mercado internacional.
Também pesaram no índice as quedas de Minerva e MBRF, após a China impor novas restrições às importações de carne bovina brasileira, afetando as perspectivas para o setor de proteína animal.
Mesmo com a correção desta sexta, o principal índice da Bolsa brasileira fechou 2025 com alta acumulada de 33,7%, o melhor desempenho desde 2016, quando avançou 39%, em um ano marcado pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Estratégias para a Bolsa em início de ano
Estrategistas do BTG Pactual avaliam que as ações brasileiras tendem a ter um bom desempenho no início de 2026, apoiadas pela flexibilização dos ciclos monetários tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.
É verdade que devemos ver menos 'ventos favoráveis' vindo dos EUA, já que as taxas (de juros) devem permanecer estáveis no primeiro semestre de 2026, mas a redução das taxas no Brasil pode ser suficiente para continuar impulsionando os mercados locais. Naturalmente, as próximas eleições e a política local devem trazer maior volatilidade aos mercados, especialmente no final do primeiro trimestre.
Carlos Sequeira e equipe, em relatório do BTG Pactual
Atividade industrial encerra 2025 em retração
Na agenda econômica do dia, foi divulgado o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria referente a dezembro, compilado pela S&P Global. No Brasil, o indicador mostrou que a atividade industrial encerrou 2025 com a retração mais intensa em três meses, refletindo queda na produção e nas encomendas, em meio à fraqueza da demanda.