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Vice-presidente da Venezuela cobra prova de vida de Maduro após ataques dos EUA

Delcy Rodríguez afirma que Nicolás Maduro e a primeira-dama Cília Flores estão desaparecidos após Washington confirmar captura do presidente em meio a bombardeios ao território venezuelano

03/01/2026 às 07:33 por Redação Plox

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu neste sábado (3/1) que o governo dos Estados Unidos apresente uma prova de vida do presidente Nicolás Maduro, após a confirmação de que o líder venezuelano foi capturado em meio a ataques militares ao país.

Foto: Gabinete de Imprensa da Presidência da Venezuela


Segundo Delcy Rodríguez, o presidente venezuelano está desaparecido, assim como a primeira-dama, Cília Flores. Ela disse que, diante do cenário atual, não há informação sobre o paradeiro do casal presidencial e cobrou resposta imediata de Washington.

Vice-presidente cobra resposta dos Estados Unidos

Em declaração, Delcy Rodríguez afirmou que, diante do que classificou como uma situação “brutal”, não há informações oficiais sobre onde estão Nicolás Maduro e Cília Flores. A vice-presidente exigiu que o governo de Donald Trump comprove que ambos estão vivos.

Ela também declarou que Maduro já havia alertado a população sobre a possibilidade de uma ofensiva militar norte-americana contra a Venezuela, associando a ação ao interesse dos Estados Unidos em recursos energéticos do país.

Trump confirma captura de Maduro

Donald Trump confirmou ter capturado Nicolás Maduro e o levado para fora da Venezuela. A declaração foi divulgada na rede Truth Social, na qual o presidente norte-americano informou que o governo dos EUA deflagrou ataques contra diversas regiões venezuelanas.

Trump acrescentou que a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas e anunciou que uma coletiva de imprensa sobre o tema está prevista para ocorrer ainda neste sábado (3/1), às 13h, no horário de Brasília.

Ataques e escalada de tensão

De acordo com informações já divulgadas, os Estados Unidos bombardearam diferentes áreas do território venezuelano neste sábado (3/1). A embaixada norte-americana em Bogotá afirmou estar ciente das explosões registradas em Caracas e orientou que cidadãos dos EUA não viajem ao país “por nenhum motivo”, além de recomendarem evitar as fronteiras da Venezuela com Colômbia, Brasil e Guiana.

As tensões entre os dois países vinham se agravando desde o início da ofensiva militar dos EUA na região, sob o argumento de combate ao tráfico internacional de drogas. Nesse contexto, Nicolás Maduro passou a ser apontado por Washington como principal alvo, acusado de chefiar o Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional.

Governo venezuelano declara emergência

O governo da Venezuela acusou formalmente os Estados Unidos de promoverem ataques contra o território nacional. Em comunicado, Nicolás Maduro declarou emergência em todo o país e convocou a população a reagir à ofensiva.

Segundo o governo venezuelano, a administração norte-americana teria realizado uma “grave agressão militar” contra localidades civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O texto afirma que todas as forças sociais e políticas do país devem se mobilizar para repudiar o ataque, ressaltando que o povo venezuelano e a Força Armada Nacional Bolivariana estariam mobilizados para garantir a soberania e a paz.

Maduro havia sinalizado disposição ao diálogo

Os ataques acontecem dois dias depois de Maduro afirmar que estava disposto a dialogar com o presidente dos Estados Unidos. Ele declarou que precisava de uma conversa séria com Donald Trump, “com fatos em mãos”, e que o governo norte-americano teria conhecimento dessa posição.

Reação da Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou nas redes sociais sobre a situação. Ele disse que Caracas está sendo bombardeada com mísseis e pediu que organismos multilaterais sejam acionados com urgência, defendendo uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar dos ataques à Venezuela.

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